24 de outubro de 2026

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China e Índia oferecem ajuda para acabar com a guerra na Ucrânia, diz Rússia

Mundo Geopolítica 14/09/2026 15:58 Dmitry Antonov, da Reuters | CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Líderes de China e Índia comunicaram ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que estão dispostos a mediar um fim para o conflito na Ucrânia. O Kremlin afirmou que a proposta foi vista positivamente durante reuniões à margem da cúpula do Brics em Nova Délhi.

A Rússia informou nesta segunda-feira (14) que os líderes da China e da Índia comunicaram ao presidente Vladimir Putin que estão dispostos a ajudar a pôr fim à guerra na Ucrânia.

De acordo com o Kremlin, o chefe de Estado russo reagiu de forma muito positiva à sugestão de mediação feita pelos governos asiáticos.

  • A conversa ocorreu à margem da cúpula do Brics, realizada em Nova Délhi.
  • O Kremlin afirmou que Putin aceitou bem a proposta de ajuda externa.
  • A Rússia pediu que a Ucrânia demonstre mais flexibilidade nos termos de paz.
  • Moscou exige o controle total da região de Donetsk para aceitar negociações.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeita a entrega de território aos russos.

Reunião à Margem da Cúpula do Brics

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, explicou que a conversa aconteceu à margem da cúpula do bloco econômico Brics, sediada na capital indiana. A Rússia declarou-se aberta à atuação de qualquer país que queira usar sua influência internacional para incentivar o governo da Ucrânia a demonstrar maior flexibilidade nas negociações de paz.

Essa sinalização indica que a liderança russa busca apoio de grandes potências asiáticas, como China e Índia, para pressionar Kiev a mudar sua postura diplomática atual.

Exigências Russas e Reação Ucraniana

Apesar de afirmar estar pronta para retomar as negociações de paz, a Rússia deixou claro que mantém como condição fundamental a tomada de controle total do restante da região de Donetsk, localizada no leste da Ucrânia.

Por outro lado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeita categoricamente conceder território aos russos, mantendo a posição de que a integridade territorial do país deve ser preservada.