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Trump afirma que Rússia e Ucrânia param ataques a energia, mas falta confirmação

Mundo Energia 14/09/2026 15:57 Folhapress noticiasaominuto.com.br

Donald Trump garantiu que a guerra entre Rússia e Ucrânia terá uma trégua nos sistemas energéticos, tentando aliviar a crise dos preços do combustível nos EUA. A declaração, feita em meio à pressão eleitoral e tensões no Oriente Médio, ainda não foi confirmada por Moscou ou Kiev, mas promete mudar o cenário global de combustíveis e segurança energética na Europa.

Trump anuncia trégua, mas dúvida persiste

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (14) que a Ucrânia e a Rússia concordaram em parar os ataques direcionados ao setor de energia um do outro. No entanto, essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas cidades de Kiev, capital ucraniana, ou Moscou, capital russa. A declaração surge em um momento delicado para o governo norte-americano.

O republicano vem sendo criticado pela elevação nos preços dos combustíveis, situação associada à guerra no Irã. Agora, Trump tenta desviar o foco, argumentando que o problema principal está no conflito europeu, e não no Oriente Médio.

A trégua é uma promessa de Trump, sem confirmação oficial de Rússia ou Ucrânia.
O preço do diesel sobe no mundo, afetando diretamente o bolso do consumidor.
Se a paz for verdade, o presidente russo ganha tempo para reorganizar suas forças.
O inverno na Europa aproxima-se, trazendo riscos de falta de energia nas residências.
A crise de combustível nos EUA pressiona Trump antes das eleições de novembro.

O conflito no Irã versus a guerra no Leste

"A Ucrânia concordou em não atacar alvos de energia russos. A Rússia concordou com o mesmo. O aumento do preço do diesel no mundo é principalmente causado pela guerra Rússia/Ucrânia, não pelo conflito no Irã", escreveu Trump na rede social Truth Social. Essa mudança de narrativa é estratégica para sua base eleitoral.

No domingo (13), o líder americano havia mencionado que teria pedido essa trégua em uma ligação com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. Zelenski, porém, não comentou o assunto publicamente, mantendo a situação em silêncio.

Impacto econômico e político

Caso a trégua seja real, o principal beneficiado imediato seria o presidente russo, Vladimir Putin. Ele vem sofrendo pressão desde que Kiev intensificou seus ataques com drones e mísseis de longo alcance contra o sistema energético russo.

Os alvos prioritários ucranianos foram as refinarias. Isso provocou uma crise de abastecimento na Rússia. O país, segundo maior produtor de petróleo do mundo, teve que proibir a exportação de diesel e gasolina e, surpreendentemente, começou a importar combustíveis.

Em Moscou, os postos de gasolina enfrentam racionamento. As filas para abastecer os carros podem durar horas. Além disso, os ataques aos centros logisticos de e-commerce afetaram a economia digital e a satisfação de Putin, que viu sua aprovação cair, ficando no menor nível desde o início da guerra em 2022.

Risco para o inverno ucraniano

Do outro lado, os ataques russos à Ucrânia focam na infraestrutura elétrica e de gás. O país precisa desse insumo não só para indústrias, mas para aquecer as casas. Com o inverno chegando, há grande medo de como a população ucraniana lidará com a falta de energia.

No ano anterior, o sistema elétrico da Ucrânia já havia sofrido um colapso. Atualmente, o país possui poucos mísseis para interceptar os ataques, dependendo de ajuda europeia. A violência está no ápice, e as mortes de civis atingiram números recordes desde março de 2022.

Preços do petróleo e eleições americanas

Zelenski buscava também uma trégua no mar Negro, onde há disputas pelo tráfego de grãos, mas Putin recusou. Isso gerou uma queda de 75% nas exportações de grãos ucranianos, sua principal renda, e 60% nas russas.

Para Trump, a preocupação central é a eleição parlamentar de novembro. Seu partido, o Republicano, corre o risco de perder o controle do Congresso. A guerra no Oriente Médio é impopular nos EUA, especialmente pelo preço dos combustíveis.

Desde fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã, o preço da gasolina subiu até 50% nos postos. Apesar do discurso de Trump, a crise inflacionária global tem raízes anteriores. Com a escalada dos rebeldes houthis no Iêmen e ataques a oleodutos sauditas, a situação piorou.

Na segunda-feira, o barril de petróleo Brent ultrapassou US$ 108. Antes da guerra, estava em US$ 70 e chegou a US$ 114 em maio, no auge das tensões regionais.