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Golfo Pérsico cancela acordo e preço do petróleo dispara após novos ataques no Oriente Médio

Mundo Petroleo 14/09/2026 15:32 Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Reunião sobre a reabertura do Estreito de Ormuz foi cancelada por divergências entre países, enquanto os houthis do Iêmen atacam a Arábia Saudita. O conflito prejudica o abastecimento global de petróleo e faz os preços subirem ao redor do mundo.

BRA 1

Países árabes do Golfo Pérsico cancelaram uma reunião que aconteceria nesta segunda-feira (14) com o Irã e Omã. O encontro tinha como objetivo discutir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta para o transporte de petróleo. No mesmo período, os houthis do Iêmen, grupo aliado ao Irã, realizaram novos ataques contra a Arábia Saudita. Essa combinação de eventos prejudica ainda mais o fornecimento de petróleo para o mundo todo.

Desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, no fim de fevereiro, o Estreito de Ormuz está praticamente fechado. Isso é um problema grave porque a maioria do petróleo do Oriente Médio passa por ali para chegar a outros países.

  • O Estreito de Ormuz é vital para a economia global, movendo grande parte do petróleo do mundo.
  • Houthis atacam Arábia Saudita como resposta a ofensivas sauditas no Iêmen.
  • Preços do petróleo e diesel subem forte no mercado internacional.
  • Um oleoduto saudita foi danificado, reduzindo uma rota alternativa de transporte.
  • Irã lista 77 navios para punir quem ignorar suas regras de navegação na região.

Tentativas de acordo fracassam entre nações do Golfo

O chanceler de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, anunciou na madrugada de segunda-feira que o encontro foi adiado em busca de um consenso comum entre os países envolvidos. Já o governo iraniano informou que o cancelamento foi pedido pela Arábia Saudita. Essa falta de alinhamento diplomático mantém a tensão na região e afasta a solução pacífica para o bloqueio marítimo.

Essa situação deixa o comércio internacional instável, já que as regras de navegação no Estreito de Ormuz são controladas de forma unilateral pelo Irã, o que causa incertezas para empresas de transporte marítimo.

Houthis atacam base militar saudita com mísseis

Os rebeldes houthis, que têm apoio do Irã, afirmaram ter disparado dezenas de mísseis e drones nesta segunda-feira. O alvo foi uma base aérea militar localizada em Khamis Mushait, na Arábia Saudita, próximo à fronteira com o Iêmen. O ataque atingiu hangares, sistemas de radar, pistas de pouso e depósitos de munição, causando danos estruturais à instalação.

O grupo descreveu a ação como uma retaliação direta às centenas de ofensivas aéreas que as Forças Armadas sauditas realizaram contra o território iemenita nos últimos dias. Em resposta, as autoridades da Arábia Saudita ativaram alertas de emergência em Khamis Mushait e em outras três cidades do sul do país, regiões que já haviam recebido ataques anteriores.

Além do ataque à base aérea, os houthis tomaram controle de uma ilha situada na foz do Mar Vermelho na sexta-feira (11). Outra ação militar do grupo danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, que serve como a principal rota alternativa para o transporte de petróleo que contorna o Estreito de Ormuz.

A perda dessa capacidade de transporte compromete a segurança energética da região, forçando os países produtores a buscarem outros caminhos logísticos para escoar suas riquezas naturais.

Impactos econômicos e restrições de navegação

Os preços do petróleo bruto subiram mais de 3% nesta segunda-feira, quando o mercado financeiro reabriu após o fim de semana. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina atingiu um novo recorde, ultrapassando a marca de 6,23 dólares por galão, o que representa um aumento significativo para o consumidor final.

Operadores do mercado financeiro alertam que a paralisação do oleoduto saudita pode reduzir o abastecimento global de petróleo em até 4%, caso a rota não seja reaberta nos próximos dias. Imagens de satélite confirmam que trechos do oleoduto foram severamente danificados por incêndios causados pelos ataques.

Nesse cenário, o Irã publicou uma lista contendo 77 navios que, segundo o país, teriam descumprido os protocolos de segurança para navegar no Estreito de Ormuz. Essas embarcações poderão enfrentar multas, detenção ou confisco de cargas. Além disso, qualquer navio que ajude esses veículos, aceitando a transferência de carga, será adicionado à mesma lista de punições.