O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA podem manter presença no Irã para controlar o petróleo, comparando a estratégia à usada na Venezuela, enquanto negociações sobre o Estreito de Ormuz são adiadas e a instabilidade no Oriente Médio afeta os preços globais da commodity.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington poderá deixar o Irã no futuro, mas admitiu a possibilidade de manter uma presença no país para 'ficar com o petróleo'. Ele comparou essa estratégia à adotada na Venezuela, onde as ações dos EUA resultaram em ganhos financeiros significativos.
Foi declarado no domingo (13), em Doonbeg, na Irlanda, enquanto Trump acompanhava o torneio de golfe Irish Open, em um campo de sua propriedade. O presidente norte-americano declarou acreditar que a guerra com o Irã terminará ainda neste ano, possivelmente após as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para novembro. 'Eventualmente, sairemos [do Irã], a menos que decidamos ficar e ficar com o petróleo, como na Venezuela', afirmou Trump.
- Trump acredita que a guerra no Irã terminará ainda em 2026, possivelmente após as eleições de meio de mandato dos EUA em novembro.
- O presidente compara a estratégia no Irã à da Venezuela, onde diz que bilhões de dólares foram obtidos, 'pagando a guerra muitas vezes'.
- Uma reunião entre Irã e países do Golfo em Omã para discutir o Estreito de Ormuz foi adiada sem nova data definida.
- Irã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento de compromissos anteriores por parte dos EUA.
- A instabilidade no Oriente Médio elevou a preocupação com o abastecimento global de petróleo, pressionando os preços da commodity.
Comparação entre Irã e Venezuela no controle de petróleo
O republicano acrescentou que os Estados Unidos teriam obtido bilhões de dólares com a estratégia adotada na Venezuela e afirmou que as receitas recebidas pelo país teriam 'pago a guerra muitas vezes'. Ao falar sobre o futuro do Irã, Trump voltou a citar a Venezuela como exemplo. Segundo o presidente, a entrada de empresas petrolíferas no país sul-americano teria melhorado as condições econômicas locais.
Trump também foi questionado sobre a realização de eleições na Venezuela, onde os Estados Unidos passaram a apoiar a presidente interina Delcy Rodríguez após a captura de Nicolás Maduro, em janeiro. Segundo o presidente norte-americano, as eleições deverão ocorrer 'quando estiverem prontos'. Trump afirmou ainda que grandes empresas voltaram a atuar na Venezuela e que milhares de empregos estariam sendo criados no país.
Negociações sobre o Estreito de Ormuz ficam paradas
As declarações sobre o Irã ocorrem em meio às negociações para definir o futuro da navegação pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo. Uma reunião entre Irã e países do Golfo estava prevista para esta segunda-feira em Omã para discutir uma proposta sobre a navegação pelo estreito. O encontro, porém, foi adiado, segundo o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi. Uma nova data ainda não foi anunciada.
Participariam das conversas representantes de países como Arábia Saudita, Kuait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Iraque. O adiamento reflete a complexidade das relações regionais e a dependência da segurança da navegação para a economia global.
Irã impõe condições para reabrir o Estreito de Ormuz
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que um entendimento negociado com Omã sobre o Estreito de Ormuz não significará automaticamente a reabertura completa da passagem marítima. Segundo Teerã, a retomada da navegação depende do cumprimento, pelos Estados Unidos, de compromissos assumidos anteriormente em um acordo de paz. O Irã vem condicionando a reabertura do estreito ao atendimento de suas exigências por Washington.
A instabilidade no Oriente Médio tem provocado forte impacto no mercado internacional de petróleo. Ataques recentes a instalações e rotas de transporte de energia elevaram a preocupação com o abastecimento global e pressionaram os preços da commodity, gerando incerteza para economias que dependem desse recurso.

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