09 de setembro de 2026

??ºC Tempo São Paulo - SP São Paulo - SP
??ºC Tempo Rio de Janeiro - RJ Rio de Janeiro - RJ
??ºC Tempo Salvador - BA Salvador - BA

Dia da Alfabetização: Brasil avança, mas analfabetismo ainda limita milhões

Mundo Alfabetização 09/09/2026 10:03 Redação BRA 1 - Diário

Dia da Alfabetização: Brasil avança, mas analfabetismo ainda limita milhões. Leia mais na BRA 1.

Nesta terça-feira, 8 de setembro, celebra-se o Dia Internacional da Alfabetização, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para reforçar a importância do aprendizado da leitura e da escrita como base para a autonomia, a compreensão do mundo e a transformação social. No Brasil, a data mobiliza gestores públicos, educadores e entidades civis em torno de um desafio que ainda atinge milhões de pessoas: o analfabetismo funcional e absoluto. Segundo reportagens publicadas por A TARDE e Itamaraju Notícias, o analfabetismo continua a restringir a autonomia de parcela significativa da população, limitando o acesso a direitos básicos, ao mercado de trabalho e à participação cidadã.

O tema ganha relevância em um momento em que indicadores educacionais apontam avanços pontuais, mas também revelam desigualdades regionais e lacunas históricas. Dados do Índice Criança Alfabetizada, divulgados recentemente, mostram que Goiânia alcançou o segundo lugar entre as capitais brasileiras, conforme noticiou a Transmissão Política. Em contrapartida, iniciativas como a da Prefeitura do Recife, que celebrou conquistas de alunos com 60 anos ou mais em turmas de alfabetização, destacam a necessidade de políticas voltadas a públicos tradicionalmente excluídos, como idosos e trabalhadores de setores informais. A data, portanto, não é apenas comemorativa, mas um chamado à ação para reduzir as barreiras que o analfabetismo impõe à vida cotidiana.

  • O Dia Internacional da Alfabetização é celebrado em 8 de setembro, instituído pela Unesco.
  • Goiânia ocupa o segundo lugar entre as capitais no Índice Criança Alfabetizada.
  • O analfabetismo ainda limita a autonomia de milhões de brasileiros, segundo A TARDE e Itamaraju Notícias.
  • O Recife comemora avanços em turma de alfabetização para alunos com 60 anos ou mais.
  • A data reforça a alfabetização como ferramenta de transformação social e compreensão crítica do mundo.

A história da alfabetização no Brasil é marcada por avanços graduais e desafios persistentes. Desde a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) até programas federais como o Brasil Alfabetizado, o país buscou ampliar o acesso à educação, mas os resultados ainda estão aquém do ideal. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais permaneceu em torno de 5,6% nos últimos anos, o que representa cerca de 9,3 milhões de brasileiros que não sabem ler ou escrever. Esse contingente enfrenta dificuldades para interpretar contratos, acessar serviços públicos digitais e exercer plenamente a cidadania, como apontam as análises veiculadas por A TARDE.

O impacto do analfabetismo vai além da esfera individual. Estudos da Unesco indicam que a baixa escolaridade está associada a menores rendimentos, piores condições de saúde e maior vulnerabilidade social. No mercado de trabalho, a falta de habilidades básicas de leitura e escrita exclui trabalhadores de setores que exigem qualificação mínima, perpetuando ciclos de pobreza. A construção civil, por exemplo, é um dos setores que mais empregam pessoas com baixa escolaridade, e o Seconci-DF, ligado à Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), tem alertado para a necessidade de levar educação a esses trabalhadores, como noticiou a própria CBIC em sua cobertura do Dia Mundial da Alfabetização.

Diante desse cenário, a data de 8 de setembro serve como um balanço das políticas públicas e um estímulo para novas iniciativas. A TV Zoom, em sua cobertura, lembrou que a alfabetização é um direito humano fundamental, reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. No entanto, a efetivação desse direito depende de investimentos contínuos em formação de professores, materiais didáticos e infraestrutura escolar, além de programas específicos para grupos vulneráveis, como idosos, moradores de zonas rurais e trabalhadores informais.

Alfabetização como ferramenta de autonomia

O analfabetismo restringe a autonomia de forma concreta, conforme destacaram as reportagens de A TARDE e Itamaraju Notícias publicadas na véspera do Dia Internacional da Alfabetização. Pessoas que não dominam a leitura e a escrita dependem de terceiros para realizar tarefas simples, como entender uma bula de remédio, preencher um formulário ou acompanhar a vida escolar dos filhos. Essa dependência compromete a capacidade de tomar decisões informadas e de exercer direitos fundamentais, como votar com consciência ou reclamar serviços públicos.

Especialistas ouvidos pelas reportagens ressaltam que a alfabetização não se limita à decodificação de letras, mas envolve a compreensão crítica do mundo. Uma pessoa alfabetizada consegue interpretar notícias, avaliar informações e participar ativamente de debates sociais, o que fortalece a democracia. Por isso, a data é um momento para reafirmar que a educação básica é a base para o exercício pleno da cidadania e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Avanços e desafios nas capitais brasileiras

O Índice Criança Alfabetizada, que mede o percentual de crianças com habilidades de leitura e escrita adequadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, revelou que Goiânia alcançou o segundo lugar entre as capitais do país, conforme noticiou a Transmissão Política. O resultado é fruto de políticas municipais de alfabetização na idade certa, que incluem formação continuada de professores e materiais pedagógicos específicos. A capital goiana superou a média nacional, mas ainda fica atrás de outras cidades que lideram o ranking, o que demonstra que há espaço para melhorias.

O desempenho de Goiânia contrasta com a realidade de outras regiões, onde a falta de estrutura e a evasão escolar comprometem o aprendizado. O Índice também evidencia disparidades entre escolas públicas e privadas, além de diferenças regionais que refletem a desigualdade socioeconômica do país. Para os gestores, o desafio é replicar boas práticas e garantir que todas as crianças, independentemente do local de nascimento, tenham acesso a uma alfabetização de qualidade.

Iniciativas para públicos específicos

A Prefeitura do Recife celebrou, no Dia Internacional da Alfabetização, as conquistas de alunos com 60 anos ou mais que participam de turmas de alfabetização, conforme registrou o Blog do Finfa. A iniciativa faz parte de um programa municipal voltado à educação de jovens, adultos e idosos, que busca reduzir o analfabetismo entre a população mais velha. Para muitos desses alunos, aprender a ler e escrever representa a realização de um sonho antigo e a possibilidade de maior independência no dia a dia, como ler a Bíblia, assinar o próprio nome ou usar aplicativos de mensagem.

No setor da construção civil, o Seconci-DF, em parceria com a CBIC, tem destacado o desafio de levar educação aos trabalhadores da área. Muitos operários abandonaram a escola cedo para trabalhar e agora enfrentam dificuldades para se qualificar ou até mesmo para entender normas de segurança. Programas de alfabetização no local de trabalho, como os promovidos pelo Seconci, buscam reverter esse quadro, oferecendo aulas após o expediente e materiais adaptados à realidade do canteiro de obras. Essas ações mostram que a alfabetização é um processo contínuo, que pode e deve alcançar todos os públicos, em qualquer fase da vida.

O Dia Internacional da Alfabetização, portanto, não se resume a uma data simbólica. Ele expõe a urgência de políticas públicas que enfrentem as causas estruturais do analfabetismo, como a pobreza, a falta de acesso à educação infantil e a evasão escolar. Nos próximos meses, espera-se que o governo federal e os estados apresentem novos planos de alfabetização, com metas claras e financiamento adequado, para que o Brasil avance rumo à erradicação do analfabetismo. Enquanto isso, iniciativas locais, como as de Goiânia e Recife, servem de exemplo de que é possível transformar vidas por meio da educação, garantindo autonomia, compreensão do mundo e, acima de tudo, dignidade a todos os cidadãos.


Veja também sobre mundo internacional