03 de setembro de 2026

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Ataques russos a Kiev deixam mortos e feridos graves, diz MSF

Mundo Guerra 03/09/2026 14:32 Assessoria de Imprensa da MSF

Médicos Sem Fronteiras alerta que ataques intensos em Kiev e arredores causam ferimentos graves, interrompem serviços essenciais e geram sofrimento físico e mental na população local.

Ataques intensos contra Kiev e sua região, na Ucrânia, resultaram em mortes e feridos, além de interromper serviços essenciais, conforme alertou a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Segundo relatos de civis, a experiência é traumática: "Vi o chão tremer e meu próprio sangue escorrendo". A população vive sob alerta constante e enfrenta impactos cada vez mais severos na saúde física e mental.

Situação crítica na região de Kiev

Há mais de uma semana, as forças militares russas mantêm ataques intensos e ininterruptos contra Kiev e arredores. Muitos dos mísseis e drones atingiram prédios residenciais, instalações médicas e armazéns de suprimentos. Isso inclui alimentos e bens de consumo. A MSF classifica isso como uma clara violação do direito internacional humanitário, independentemente se os ataques foram direcionados ou indiscriminados.

Os dados mais recentes das autoridades locais mostram a gravidade do cenário. Entre 27 de agosto e 3 de setembro, pelo menos 51 pessoas morreram e quase 100 ficaram feridas apenas na região de Kiev.

Impacto nos serviços de saúde

A organização destaca a dificuldade em manter os serviços de saúde funcionando sob bombardeios. O cenário exige respostas rápidas para evitar complicações graves nos feridos. A infraestrutur local está sobrecarregada.

Além dos ferimentos físicos, os alertas aéreos frequentes geram exaustão mental. A circulação na cidade é limitada por fechamento de pontes e estações de metrô. Famílias relatam níveis elevados de estresse e ansiedade constantes.

Relato de sobrevivente e tratamento

Artem, paciente da MSF, sofreu ferimentos durante um ataque ao vilarejo de Pohreby. Ele trabalhava em um armazém de alimentos atingido por um drone. Segundo ele, tentava chegar a um abrigo quando viu o objeto voando e caiu. Um torniquete foi aplicado a tempo. Artem não pensou apenas em si, mas em colegas que ainda estavam dentro do prédio.

Atualmente, Artem recebe reabilitação de fase aguda em um hospital de Kiev. Ele fraturou a perna direita e rompeu o tendão da esquerda. Seu corpo todo tem ferimentos por estilhaços. A equipe da MSF explica que é vital iniciar a reabilitação rapidamente e colocar o paciente em posição vertical.

Esse procedimento ajuda a evitar atrofia muscular, pneumonia e problemas digestivos. O objetivo é tornar o paciente autossuficiente. Artem está aprendendo a caminhar com andador e é acompanhado por psicólogos.

A supervisora de saúde mental da MSF, Lesia Martseniuk, ressalta o desgaste psicológico. "É muito desgastante. As pessoas tentam continuar com suas atividades, mas essa sensação de exaustão é muito evidente, e elas estão ficando cada vez mais cansadas.".

Ela aponta que a rotina escolar e de creches é interrompida pelos alertas. Os pais vivem preocupados com a segurança dos filhos. As noites sem dormir, com explosões, afetam profundamente as equipes da MSF e suas famílias. A organização condena os ataques contra infraestruturas civis e areas residenciais.

  • Mais de 50 mortos e 100 feridos em uma semana na região.
  • Hospitais e armazéns de alimentos foram alvos diretos.
  • Reabilitação física é crucial para evitar complicações.
  • Ansiedade e falta de sono afetam toda a população.
  • MSF denuncia violação do direito humanitário internacional.