02 de setembro de 2026

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Ataques dos EUA no Irã matam 18 pessoas, inclusive em casamento

Mundo Guerra 02/09/2026 07:00 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

Milícias norte-americanas realizaram novos ataques contra alvos no Irã, resultando em 18 mortes e 68 feridos, incluindo uma tragédia numa festa de casamento. O incidente intensifica o conflito pela controla do estreito de Ormuz e provoca retaliações iranianas contra bases dos EUA na região. As autoridades iranianas denunciam os ataques como uma atrocidade e prometem resposta firme.

Nos Estados Unidos lançou novos ataques contra o Irã, deixando pelo menos 18 mortos e 68 feridos em vários estados do país, segundo autoridades locais. O episódio mais trágico ocorreu na aldeia de Kuhestak, na província de Ormuzgão, onde mísseis atingiram uma casa durante uma festa de casamento, matando quatro pessoas. Outras 68 foram feridas, sendo que 50 permanecem hospitalizadas até o momento.

Além de Ormuzgão, a província de Cuzistão, também no sul do Irã, registrou sete mortes e oito feridos em três locais bombardeados. Na província ocidental de Kermanshah, a Guarda Revolucionária relatou a morte de quatro membros da força aeroespacial. Já na ilha de Lavan, três membros da milícia islâmica Basij perderam a vida após os ataques norte-americanos.

  • Os ataques dos EUA contra o Irã ocorreram pela segunda vez em 48 horas.
  • A principal disputa é pelo controle do estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo mundial.
  • O Irã retaliou atacando bases militares dos EUA em Jordânia, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e em território iraquiano.
  • Os Estados Unidos exigem que navios obtenham permissão para atravessar o estreito.
  • As autoridades iranianas classificaram a ação como uma "atrocidade" e prometeram uma resposta firme.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, classificou o ataque ao casamento como uma "atrocidade". Ele comparou o incidente a um bombardeio ocorrido em fevereiro na cidade de Minab, que matou 168 estudantes e professores. Baghaei alertou em suas redes sociais que o Irã responderá firmemente aos crimes, argumentando que a normalização dos bombardeamentos é mais perigosa do que a própria violência.

Os Estados Unidos justificaram a ofensiva ao afirmar que o objetivo era conter as "tentativas de agressão" iranianas contra a navegação comercial no estreito de Ormuz e contra militares norte-americanos destacados na região. O Irã, por sua vez, respondeu com ataques a instalações militares americanas localizadas em diversos países do Golfo Pérsico e no Curdistão iraquiano.

O controle sobre o estreito de Ormuz tornou-se a disputa central na guerra que se iniciou em 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel ao Irã. Atualmente, os Estados Unidos conseguiram paralisar quase todas as exportações de petróleo pela região e exigem autorização para a passagem de navios comerciais.