Funcionários do serviço exterior podem retornar às missões americanas na região a partir desta semana, reduzindo medidas de emergência tomadas durante a guerra com o Irã.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos está se preparando para trazer de volta os diplomatas que foram retirados das embaixadas no Oriente Médio antes e durante a guerra com o Irã. A informação é de um documento interno, citado pelo jornal The New York Times.
O retorno dos funcionários do Serviço Exterior e a redução das medidas de emergência nas missões americanas na região podem começar já nesta semana, diz a reportagem.
- As embaixadas que devem receber de volta os funcionários incluem as de Israel, Líbano, Arábia Saudita, Catar, Jordânia, Omã, Iraque e Kuwait.
- Os primeiros diplomatas a voltar serão enviados ao Líbano, mas o quadro de funcionários lá ficará abaixo do total.
- Israel, Jordânia e Omã terão o pessoal restaurado integralmente em uma segunda etapa.
- Emirados Árabes, Arábia Saudita, Catar e Líbano terão limite de 85% dos funcionários; Iraque, Kuwait e Bahrein, 75%.
- As reduções começaram em fevereiro, quando houve saída voluntária de funcionários não essenciais de Israel por causa das tensões com o Irã.
Em comunicado citado pelo NYT, o Departamento de Estado disse que "revisa continuamente a situação de segurança em nossas missões diplomáticas ao redor do mundo" e que está "ajustando nosso quadro de pessoal em determinadas embaixadas no Oriente Médio" para proteger os funcionários e continuar a política externa dos EUA.
O que muda nas embaixadas
O documento detalha que os primeiros diplomatas a retornar serão designados para a Embaixada dos EUA no Líbano, embora o quadro de funcionários lá permaneça abaixo do total. Posteriormente, o pessoal retornará integralmente às embaixadas dos EUA em Israel, Jordânia e Omã.
As embaixadas nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Líbano terão inicialmente um limite de 85% do quadro de funcionários, enquanto as missões no Iraque, Kuwait e Bahrein serão limitadas a 75%, de acordo com o documento.
As reduções de pessoal começaram em fevereiro, quando Washington autorizou a saída voluntária de funcionários não essenciais e seus familiares de Israel em meio às tensões com o Irã.

Embaixada dos EUA em Roma, em foto da Reuters


