03 de agosto de 2026

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Afegão é acusado de matar britânica que falava sobre cristianismo

Mundo Crime 03/08/2026 14:12 Fernando Moreira | EXTRA extra.globo.com

Um homem de 26 anos foi preso em Atenas, na Grécia, acusado de matar uma mulher britânica de 38 anos. Ele teria cometido o crime porque a vítima insistia em falar sobre cristianismo com ele. O suspeito usou o cartão da vítima para sacar dinheiro e se passou por ela enviando mensagens para a família.

Um homem de 26 anos foi preso em Atenas, na Grécia, acusado de matar uma britânica que, segundo ele, insistia em falar sobre cristianismo com ele.

A vítima, Elisabeth-Jane Ross, de 38 anos, foi encontrada dentro de uma mala em um prédio abandonado na capital grega no mês passado. O suspeito, cuja identidade não foi revelada, era faxineiro no prédio onde Elisabeth morava, junto com a esposa, que era amiga da vítima.

  • Elisabeth-Jane Ross, de 38 anos, foi encontrada morta dentro de uma mala em um prédio abandonado em Atenas.
  • O suspeito é um afegão de 26 anos, preso na última quinta-feira (30/8).
  • Ele é acusado de homicídio doloso, roubo e porte ilegal de armas.
  • O suspeito usou o cartão de crédito da vítima para sacar cerca de R$ 53 mil em seis dias.
  • A polícia encontrou uma réplica de pistola e uma faca na casa do suspeito.

A motivação do crime, segundo a polícia local, foi o fato de Elisabeth-Jane insistir em falar sobre suas crenças cristãs com o suspeito, que é muçulmano. O jornal grego "Protothema" informou que a britânica estava tentando influenciar religiosamente o homem.

O afegão, que foi preso na última quinta-feira (30/8), é acusado de homicídio doloso, roubo e porte ilegal de armas. Ele usou o cartão de crédito da vítima para fazer saques de 9 mil euros (cerca de R$ 53 mil) em seis dias.

Inicialmente, o suspeito alegou ter encontrado Elisabeth-Jane morta e ter colocado o corpo numa mala para tirar vantagem do cartão de crédito dela. Ele também usou o celular da vítima para enviar mensagens e enganar os parentes até que a identidade dela fosse revelada, em 29 de julho.

O pai de Elisabeth-Jane, um advogado de Edimburgo, na Escócia, disse ter recebido mensagens de texto por até duas semanas após a morte da filha. As mensagens afirmavam que ela precisava de um tempo para si mesma e queria ficar sozinha.

Uma publicação no Facebook anunciando que ela viajaria para a Turquia foi feita em 24 de julho, seis dias após o corpo ter sido encontrado, segundo o "Daily Mail". Elisabeth-Jane havia chegado à capital grega em um voo vindo de Edimburgo em 26 de junho.

De acordo com George Kalliakmanis, presidente do Sindicato dos Policiais de Attica, o suspeito e a esposa trabalhavam como faxineiros no prédio onde Elisabeth morava. "Ele supostamente a matou, pegou seu cartão bancário e colocou o corpo em uma mala ou caixa. Em seguida, transportou-a até o prédio abandonado usando um carrinho. Ao chegar lá, ele percebeu que a mala que havia usado provavelmente continha suas impressões digitais, então transferiu o corpo para uma segunda mala, tentando ser mais cuidadoso para evitar deixar marcas", declarou.

Morta sufocada

A polícia encontrou uma réplica de pistola e uma faca durante uma busca na casa do suspeito, que fica a dez minutos a pé do quarteirão abandonado onde o corpo de Elisabeth-Jane foi encontrado. De acordo com a investigação, há uma possibilidade de Elisabeth-Jane ter morrido sufocada dentro da mala, já que não havia ferimentos visíveis no seu corpo, segundo uma fonte ligada ao caso disse ao jornal "The Sun".