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75 personalidades famosas se unem à ONU para defender os direitos dos refugiados

Mundo Refugiados 28/07/2026 09:41 ACNUR - Agência da ONU para Refugiados

Para comemorar os 75 anos da Convenção dos Refugiados, 75 nomes famosos, como Angelina Jolie e Malala, se juntaram à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para lançar a carta 'A Promessa'. O documento pede que o mundo renove o compromisso de proteger pessoas que fogem de guerras e perseguições.

Enquanto o mundo marca o 75º aniversário da Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados, 75 figuras de destaque de toda a sociedade uniram-se ao ACNUR (a Agência da ONU para Refugiados) para lançar "A Promessa", uma declaração global de solidariedade aos refugiados.

  • A convenção de 1951 definiu quem é refugiado e seus direitos básicos.
  • Mais de 41 milhões de refugiados estão deslocados no mundo hoje.
  • Personalidades como Cate Blanchett, Angelina Jolie e Ben Stiller apoiam a causa.
  • O brasileiro Padre Anderson Pedroso, da PUC-Rio, também assinou a carta.
  • A iniciativa pede ações concretas, como incluir refugiados em escolas e empregos.

Convocada pelo Alto Comissário da ONU para Refugiados, Barham Salih, a iniciativa visa construir uma coalizão global em apoio à proteção de refugiados em um momento em que o sistema internacional enfrenta desafios crescentes. Por meio da carta "A Promessa", os signatários reafirmam os princípios duradouros da Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados e o compromisso de proteger pessoas que fogem de conflitos, violência e perseguição.

Entre os 75 signatários iniciais estão: as atrizes e cineastas Cate Blanchett, Angelina Jolie e Ben Stiller; a campeã olímpica e presidente do COI, Kirsty Coventry; os empresários Hamdi Ulukaya, Mo Ibrahim e Tadashi Yanai; os ganhadores do Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai, Nadia Murad, Dr. Denis Mukwege e Ellen Johnson Sirleaf; e os brasileiros Pe. Anderson Antonio Pedroso (Reitor da PUC-Rio) e Irmã Rosita Milesi (diretora da ONG IMDH e vencedora do Prêmio Nansen 2024). A participação destas pessoas reflete um amplo apoio da sociedade à proteção do direito de buscar asilo e à solidariedade com as pessoas refugiadas que fugiram de guerras, perseguições e violações dos direitos humanos.

"A Convenção sobre Refugiados salvou milhões de vidas ao longo das décadas; ela toca a essência da nossa humanidade compartilhada", disse Barham Salih, Alto Comissário do ACNUR. "Há setenta e cinco anos, o mundo fez uma promessa de proteger pessoas forçadas a fugir. Nossa responsabilidade agora é manter essa promessa viva, para todas as gerações futuras."

Mais de 41 milhões de refugiados permanecem deslocados à força em todo o mundo. Enquanto conflitos antigos persistem e novos eclodem, os países de acolhimento carregam uma responsabilidade imensa, ao mesmo tempo em que, em muitos lugares, os sistemas de asilo ficam sobrecarregados e com recursos insuficientes. Os signatários de "A Promessa" reafirmam o compromisso da Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados: o de que pessoas forçadas a fugir de guerras, violência e perseguição possam buscar segurança e reconstruir suas vidas com dignidade. Eles clamam por um mundo onde todos possam buscar segurança, que as pessoas refugiadas sejam incluídas nas comunidades, que as soluções para o deslocamento comecem desde os estágios iniciais e todos os diferentes setores da sociedade possam desempenhar o seu papel. Eles se comprometem a escolher "ação, compaixão e solidariedade, até que todas as pessoas estejam seguras".

"A Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados oferece aos governos uma estrutura prática para gerir um dos desafios mais difíceis que os Estados podem enfrentar. Ao aplicá-la de forma eficaz e trabalhar em conjunto, os Estados se alinham com a Convenção de maneira que protejam aqueles forçados a fugir, preservando, ao mesmo tempo, a segurança, a estabilidade e a confiança pública", acrescentou Salih.

"A Convenção também trata de encontrar soluções, e isso significa que todos nós devemos agir em conjunto nos estágios iniciais do deslocamento, para que os refugiados não fiquem em situação de abandono e estagnação. Devemos apoiar os países e comunidades de acolhimento, ampliar as oportunidades para os refugiados e criar condições para o retorno voluntário e outras soluções duradouras."

O ACNUR continuará convidando indivíduos, representantes de organizações sociais, empresários, acadêmicos, autoridades públicas, personalidades e outras lideranças a apoiar "A Promessa" no período que antecede o Fórum Global sobre Refugiados, em 2027.