27 de julho de 2026

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Empresário compra relógio de luxo e vai parar na Justiça

Mundo Justiça 27/07/2026 07:31 Metrópoles folhamax.com

Um empresário de Brasília comprou um relógio Richard Mille de R$ 1,1 milhão e, após o produto apresentar defeitos, entrou na Justiça para não pagar as parcelas. O juiz negou o pedido de suspensão das cobranças por falta de documentos.

A compra de um relógio de luxo da marca Richard Mille virou uma batalha judicial em Brasília. O comprador do item, avaliado em R$ 1,1 milhão, pediu para suspender as prestações de R$ 200 mil devido a defeitos apresentados pelo produto. Porém, o juiz da causa barrou o pedido liminar por considerar falta de documentação necessária.

  • O relógio custou R$ 1,1 milhão e foi comprado em oito parcelas de R$ 200 mil.
  • Depois de pagar a primeira parcela, o comprador percebeu defeitos como entrada de água e paralisação do mostrador.
  • O vendedor inicialmente concordou em devolver o dinheiro, mas depois exigiu o pagamento do restante.
  • O comprador pediu na Justiça a suspensão das parcelas, a devolução de R$ 200 mil e R$ 100 mil por danos morais.
  • O juiz negou o pedido porque faltaram documentos importantes no processo.

Na ação, que tramita na 24ª Vara Cível de Brasília, um empresário da capital alega ter comprado de um conhecido um relógio da marca Richard Mille, modelo RM011 AJ RG. O contrato, segundo narra, foi da compra do item pelo valor de R$ 1,1 milhão, a ser pago em oito parcelas de R$ 200 mil.

No entanto, após pagar a primeira prestação, de R$ 200 mil, o comprador afirmou que o relógio começou a apresentar sucessivos vícios ocultos, como: entrada de água, paralisação da função de data e falha no mecanismo de horas e minutos. Afirmou que o vendedor reconheceu a existência dos problemas em conversas por aplicativo de mensagens e, inicialmente, concordou com a devolução do bem. No entanto, posteriormente, mandou uma notificação extrajudicial exigindo o pagamento do saldo remanescente de R$ 900 mil, sob a alegação de mau uso.

Assim, o comprador do relógio de luxo pediu na Justiça a suspensão da exigibilidade das parcelas a vencer, a rescisão do contrato, a restituição de R$ 200 mil e a indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil. Porém, o juiz da causa, na 24ª Vara Cível de Brasília, apontou diversas falhas na documentação apresentada para suspender as cobranças, o que chamou de erros de instrução. O magistrado destacou pontos cruciais a serem corrigidos pelo autor da ação em 15 dias, se ele desejar seguir com o processo.