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Corpo encontrado em desfiladeiro é de cozinheira desaparecida

Mundo Crime 18/07/2026 14:31 Metrópoles folhamax.com

A cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, estava desaparecida desde 30 de junho em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O corpo dela foi encontrado preso a árvores em um desfiladeiro na Estrada da Serra das Águas, no Rio de Janeiro. A polícia confirmou a identidade através de tatuagens e roupas. A patroa da vítima, Eliane Alves dos Santos, está presa suspeita de envolvimento no crime.

O corpo de uma mulher encontrado preso às árvores de um desfiladeiro na Estrada da Serra das Águas, conhecida como Estrada de Lídice, é o da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos. A informação foi confirmada neste sábado (18/7) pela polícia de São Sebastião. A mulher estava desaparecida desde 30 de junho em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, após pegar carona com a empresária Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, que está presa temporariamente acusada de envolvimento no sumiço e morte da vítima.

  • O corpo foi encontrado em um desfiladeiro de difícil acesso, preso a uma árvore, e a remoção durou horas.
  • Berenice sumiu no dia 30 de junho, depois de ser demitida do restaurante onde trabalhava em Ubatuba.
  • A patroa dela, Eliane Alves, está presa há 30 dias, suspeita de participar do crime.
  • A família reconheceu o corpo pelas tatuagens e pelas roupas que Berenice usava.
  • A polícia acredita que outras pessoas podem ter ajudado a esconder o corpo.

Segundo a Polícia Civil, o corpo foi encontrado na tarde dessa sexta-feira (17/7), preso a uma árvore em um trecho íngreme, rochoso e de mata fechada na Estrada de Lídice, que liga Angra dos Reis a Rio Claro, no estado do Rio de Janeiro.

A remoção durou horas e se estendeu até o final da noite por causa das dificuldades do terreno. O trabalho para içar o corpo foi realizado pelas polícias de São Sebastião, Ubatuba e policiais militares do Grupo de Pronta Resposta, do 3º Batalhão de Ações Especiais (Baep), Corpo de Bombeiros e pela PM do Rio de Janeiro.

O delegado de São Sebastião, André Luiz Matera Costilhas, contou que os familiares reconheceram a cozinheira a partir de tatuagens e de características físicas. Além disso, o corpo, que estava em avançado estado de decomposição, vestia as mesmas roupas que a mulher usava antes de desaparecer.

Eliane Alves, patroa de Berenice e presa por envolvimento no crime, deve ser ouvida novamente sobre o caso. A expectativa da polícia é entender como aconteceu a morte e como o corpo foi escondido.

Entenda o caso

Berenice Ramos sumiu após pegar carona com a patroa, Eliane Alves, que a dispensou do restaurante onde trabalhava em Ubatuba, litoral norte de São Paulo.

A cozinheira teve contato com um dos filhos no dia 29 de junho, um dia antes do desaparecimento, contando ter sido dispensada do trabalho por causa da baixa temporada.

Na conversa, Berenice disse que esperaria receber o dinheiro da demissão para voltar a Igaratá, no Vale do Paraíba, onde mora.

No dia 30 de junho, quando Berenice sumiu, ela trocou mensagens com a filha durante a manhã.

A última pessoa a estar com ela foi a patroa, dona da pousada, que teria dado carona para a cozinheira na tarde daquele dia até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125).

Eliane Alves foi presa no último dia 10/7, suspeita de envolvimento direto no desaparecimento. A prisão é de 30 dias.

Imagens de uma câmera de segurança registraram o trajeto feito pelo carro de Eliane Alves dos Santos no dia do desaparecimento. Pelo horário do vídeo, a polícia de São Sebastião acredita que a funcionária ainda estava no veículo, uma caminhonete preta.

A investigação não descarta a possibilidade da participação de outras pessoas no caso, principalmente para esconder o corpo da cozinheira.

O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, onde passará por exames para descobrir as causas da morte.