O Irã disse que vai manter fechado o Estreito de Ormuz, uma passagem importante para navios de petróleo, por causa de ataques dos Estados Unidos. O país avisou que, se não puder exportar seu petróleo e gás, ninguém mais poderá fazer isso na região.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) alertou nesta quarta-feira (15) que o Estreito de Ormuz vai continuar fechado até que os Estados Unidos parem com os "atos de agressão" contra alvos iranianos. "O inimigo também deve esperar o fechamento de outras rotas de exportação de petróleo e gás que servem aos interesses dos Estados Unidos e seus aliados", disse a IRGC, em comunicado enviado à imprensa do país. O fechamento da rota marítima fará com que as exportações de petróleo e gás da região "sejam para todos ou para ninguém", ainda segundo a Guarda Revolucionária.
- O Estreito de Ormuz é uma passagem estreita no mar por onde passa muito do petróleo do mundo.
- O Irã fechou o local por causa de ataques que diz ter sofrido dos Estados Unidos.
- A Guarda Revolucionária do Irã diz que atacou bases militares americanas em outros países.
- Os Estados Unidos também atacaram um silo de trigo no Irã, mas ninguém ficou ferido.
- Se o estreito continuar fechado, o preço do petróleo pode subir em todo o mundo.
Em outras mensagens enviadas via Telegram, a IRGC afirmou ter realizado novos ataques contra instalações e equipamentos militares americanos no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein. No Kuwait, os alvos foram um centro de comunicações, um radar de mísseis, um complexo de defesa aérea e uma base militar americana.
Na Jordânia, hangares de caças e drones foram destruídos na base de Al-Azraq, de acordo com a IRGC. As forças armadas jordanianas afirmaram ter abatido três mísseis lançados pelo Irã. Os alvos atingidos no Bahrein foram centros de comando, armazéns de equipamentos militares e tanques de combustível da Quinta Frota dos Estados Unidos.
O Irã informou ainda que um ataque americano atingiu um silo de armazenamento de trigo em Hoveyzeh, ao sudoeste do país, sem deixar vítimas.

AFP PHOTO / HO / SEPAHNEWS


