A Organizacao Pan-Americana da Saude (Opas) esta trabalhando junto com o Ministerio da Saude da Venezuela para monitorar possiveis surtos de doencas respiratorias e digestivas apos os terremotos que atingiram o pais, com abrigos superlotados e falta de agua potavel sendo os maiores riscos para a saude da populacao.
Os maiores riscos para a saude dos venezuelanos depois dos dois terremotos devastadores que atingiram a costa norte do pais no mes passado incluem problemas no atendimento medico regular, superlotacao nos abrigos e falta de acesso a agua potavel.
- Mais de 3.800 pessoas morreram e quase 17 mil ficaram feridas apos os terremotos.
- Cerca de 18 mil pessoas perderam suas casas e estao em abrigos temporarios.
- A falta de agua potavel e a superlotacao aumentam o risco de doencas como diarreia e problemas respiratorios.
- A Opas esta ajudando o governo venezuelano a rastrear surtos de doencas nos abrigos.
- As taxas de vacinacao na Venezuela ja estavam baixas antes dos terremotos, o que preocupa as autoridades de saude.
O alerta foi feito por Jarbas Barbosa, diretor da Opas (Organizacao Pan-Americana da Saude), nesta quinta-feira (9).
A organizacao esta trabalhando em estreita colaboracao com o Ministerio da Saude da Venezuela para rastrear possiveis surtos de doencas respiratorias ou digestivas, especialmente nos abrigos montados para quem perdeu suas casas, segundo afirmaram outros representantes da Opas em uma reuniao por telefone com jornalistas.
No entanto, o pais precisa garantir o acesso a vacinas, acrescentou Barbosa, especialmente porque as taxas de vacinacao na Venezuela ja estavam abaixo do necessario antes do desastre e o sistema de saude do pais ja vinha enfrentando problemas continuos por causa da crise economica.
O numero de mortos apos os dois terremotos subiu para 3.811, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo governo venezuelano.
A contagem mais recente aponta 16.740 feridos e mostra que o numero de desabrigados aumentou para 17.907.

Equipes de resgate trabalham em local de um predio desabado apos os terremotos de 24 de junho, em La Guaira, Venezuela, em 8 de julho de 2026. REUTERS/Pablo Sanhueza



