O corpo do ex-líder do Irã foi preservado para o funeral. O enterro foi adiado por causa de preocupações com a segurança e a organização do evento.
O Irã realizou nesta quinta-feira (9) o enterro de seu ex-líder supremo, Ali Khamenei, no Santuário de Imam Reza, em Mashhad. Isso encerra uma série de cerimônias fúnebres que levaram milhares de pessoas às ruas no Irã e no Iraque. Nos últimos dias, os corpos do aiatolá e de quatro familiares, que morreram no mesmo ataque, foram levados em cortejos públicos e acompanhados por apoiadores.
- Khamenei morreu em um ataque que o governo iraniano atribui aos Estados Unidos e a Israel.
- O enterro foi adiado por questões de segurança e logística, o que é incomum na tradição islâmica.
- O corpo do líder foi preservado em uma câmara frigorífica, um método permitido em casos excepcionais.
- A tradição islâmica xiita não permite o embalsamamento químico, por isso a refrigeração foi a solução.
- O conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel começou em fevereiro de 2026 e já causou várias mortes.
Khamenei morreu no dia 28 de fevereiro, durante um ataque dos Estados Unidos e de Israel, no início do conflito entre os países. A tradição islâmica diz que o enterro deve acontecer logo após a morte, mas as autoridades do Irã adiaram a cerimônia por motivos de segurança e logística. Segundo o governo, os corpos foram preservados seguindo as regras religiosas até o dia do funeral.
Especialistas dizem que, como a tradição islâmica xiita proíbe o embalsamamento químico, a forma mais provável de conservar o corpo foi usando uma câmara frigorífica. A lei religiosa do Irã permite esse tipo de procedimento em situações especiais, como no caso de líderes muito importantes.

Fiéis participam do cortejo fúnebre do falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no Santuário do Imã Hussein, em Karbala, na madrugada de 9 de julho de 2026 (AHMAD AL-RUBAYE/AFP)


