09 de julho de 2026

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FBI investiga Argentina por movimentações milionárias nos EUA

Mundo Copa 09/07/2026 07:31 Portal Léodias - Folhamax folhamax.com

A investigação do FBI e de promotores federais americanos apura movimentações financeiras suspeitas da Associação do Futebol Argentino (AFA) em bancos dos Estados Unidos, incluindo possíveis crimes de lavagem de dinheiro e fraude.

Enquanto a Associação do Futebol Argentino (AFA) acompanha a Seleção Argentina na Copa do Mundo, a entidade se tornou alvo de uma investigação do FBI e de promotores federais dos Estados Unidos. As autoridades apuram movimentações financeiras suspeitas em bancos americanos para verificar possíveis crimes, como lavagem de dinheiro e fraude.

  • A investigação é sobre movimentações financeiras suspeitas da AFA nos EUA, com possíveis crimes de lavagem de dinheiro e fraude.
  • Uma empresa chamada TourProdEnter LLC está no centro da apuração, movimentando pelo menos US$ 260 milhões em cinco bancos americanos.
  • A investigação começou em 2024, mas ganhou força em 2026 com novas denúncias e documentos bancários.
  • O presidente da AFA, Claudio Tapia, está na Copa do Mundo, mas responde a outro processo na Argentina.
  • Até agora, não há denúncia formal contra a AFA ou seus dirigentes, e a investigação está em fase inicial.

A investigação busca reconstruir o caminho de centenas de milhões de dólares movimentados pela AFA em contas nos Estados Unidos e identificar se parte das operações violou a lei americana.

No centro da apuração está a empresa TourProdEnter LLC, ligada ao produtor teatral Javier Faroni e à empresária Erica Gillette. A empresa administrou contratos comerciais internacionais da AFA, incluindo acordos com a Adidas e a Warner, e movimentou pelo menos US$ 260 milhões em contas abertas em cinco bancos americanos: Citibank, Synovus, Bank of America, JP Morgan e PNC Bank.

Segundo as autoridades, apenas parte desse dinheiro tem despesas operacionais identificadas. Além disso, outros US$ 57 milhões foram transferidos para diversas empresas, cujas origens e destinos ainda estão sendo analisados.

Investigação ganhou força neste ano

Segundo o jornal argentino La Nación, a investigação avançou ao longo de 2025 e agora é conduzida pelos promotores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger, do Distrito Sul da Flórida, especialistas em crimes financeiros.

Um dos principais depoimentos é do empresário Guillermo Tofoni, que fez a denúncia que deu origem ao caso. Ele critica a estrutura financeira usada pela AFA nos EUA. O Departamento de Justiça americano também avalia ouvir ex-integrantes do governo do presidente Javier Milei.

Investigação começou após alerta em 2024

A apuração começou com um comunicado enviado às autoridades americanas em setembro de 2024 pelo então Ministério da Segurança da Argentina, chefiado por Patricia Bullrich. Na época, o FBI disse que não havia elementos suficientes para abrir uma investigação criminal.

O cenário mudou no início de 2026, quando novas denúncias e documentos bancários reforçaram as suspeitas sobre as operações financeiras da entidade.

Enquanto isso, o presidente da AFA, Claudio 'Chiqui' Tapia, acompanha a campanha da Argentina na Copa do Mundo. Segundo o La Nación, ele foi autorizado pela Justiça argentina a viajar para o Mundial após pagar fiança em outro processo, no qual é investigado por suposta retenção indevida de contribuições previdenciárias e impostos.

Até o momento, nem a AFA nem Claudio Tapia se manifestaram oficialmente sobre a investigação. A apuração ainda está em fase preliminar e não há denúncia formal ou acusação criminal contra a entidade ou seus dirigentes.