09 de julho de 2026

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Interpol prende 5.800 pessoas em operação global contra fraudes

Mundo Fraude 09/07/2026 07:02 Rafael Damas, Notícias ao Minuto Brasil noticiasaominuto.com.br

Uma ação coordenada pela Interpol em 97 países resultou na prisão de milhares de suspeitos e na apreensão de milhões de dólares. Entre os casos, golpistas montaram uma réplica de uma delegacia da Polícia Federal do Brasil para enganar vítimas.

Cerca de 5.800 pessoas foram presas e cerca de 300 milhões de dólares (aproximadamente 1,5 bilhão de reais) foram apreendidos em uma operação mundial de combate a fraudes com manipulação psicológica, anunciou hoje a Interpol.

  • A operação 'First Light 2026' aconteceu entre janeiro e abril em 97 países, prendendo milhares de pessoas.
  • Foram recuperados cerca de 300 milhões de dólares que seriam levados por golpistas.
  • Os crimes incluíam fraudes amorosas, roubo de identidade e falsos investimentos online.
  • Um dos golpes mais criativos usava uma réplica de uma delegacia da Polícia Federal do Brasil.
  • Mais de 142.000 vítimas foram identificadas em todo o mundo.

A operação, realizada entre janeiro e abril, que envolveu forças policiais de 97 países, visou especialmente os esquemas fraudulentos que se aproveitam da confiança das pessoas para obter dinheiro ou informações confidenciais.

Tipos de fraude combatidos

Trata-se, por exemplo, do desvio de e-mails profissionais, da 'sextorsão', de fraudes sentimentais online, da usurpação de identidade ou de fraudes relacionadas com investimentos, detalhou em um comunicado a Interpol, que coordenou esta ação denominada "First Light 2026".

O número muito elevado de vítimas identificadas (142.000) "salienta até que ponto" este tipo de fraude "se tornou uma ameaça transnacional de grande dimensão, afetando indivíduos, empresas e governos", assinala a Interpol.

Casos impressionantes

A organização internacional de polícia criminal sediada em Lyon relata, por exemplo, ter detido 82 pessoas em Eswatini (antiga Suazilândia) e "desmantelado uma rede criminosa que geria jogos de azar online ilegais e lavava dinheiro" proveniente de fraudes "sofisticadas por usurpação de identidade".

A operação levou ainda à apreensão de "uma réplica realista de uma delegacia de polícia brasileira, com uniformes falsos": "fazendo-se passar pela Polícia Federal do Brasil através de videochamadas, os golpistas convenciam as vítimas de que elas eram alvo de um crime, levando-as a transferir fundos para os colocar 'em segurança', fundos esses que eram posteriormente desviados".

Outro caso citado: uma empresa de comercialização de matérias-primas sediada em Singapura, alvo de criminosos que se passavam por um fornecedor; ou também, em Macau, falsos funcionários públicos que convenceram uma vítima a transferir dinheiro sob o pretexto de uma investigação por fraude, tendo sido presos pouco antes de ela transferir cerca de 372.000 dólares norte-americanos (1,9 milhão de reais).