O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está dando mais apoio a Delcy Rodriguez, que é a presidente interina da Venezuela. Essa relação, que antes era complicada, agora está ajudando os EUA em áreas importantes como a produção e venda de petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está aumentando o apoio a Delcy Rodriguez, a presidente interina da Venezuela. Essa mudança é uma das maiores surpresas na relação entre os dois países nos últimos anos.
Trump continua mostrando de forma clara que apoia a ex-vice-presidente de Nicolás Maduro, que agora está no comando do país depois da saída complicada do antigo líder, que enfrenta acusações graves nos Estados Unidos. Essa atitude acontece em meio a problemas internos na Venezuela, como os terremotos recentes que testaram a capacidade do governo interino de responder.
- Trump está apoiando Delcy Rodriguez, que era vice de Maduro, e agora é a presidente interina da Venezuela.
- Essa relação, antes cheia de conflitos, agora está ajudando os EUA a conseguir petróleo de forma mais estável.
- A Venezuela passou por terremotos recentes, e o governo está tentando organizar resgates e reconstrução.
- Trump acredita que Delcy Rodriguez pode fazer o que Maduro não conseguiu: melhorar a economia e o controle do país.
- Muitos venezuelanos estão criticando o governo interino, e a popularidade de Delcy Rodriguez caiu depois dos desastres naturais.
Uma parceria prática
Delcy Rodriguez, uma figura importante do chavismo, assumiu a presidência interina depois que Maduro foi capturado. No começo, a relação era tensa, com Trump avisando que ela poderia ter um destino pior que o de Maduro se não cooperasse. Mas a relação mudou e agora ele faz elogios públicos.
O presidente americano tem destacado o excelente trabalho de Rodriguez, especialmente no aumento da produção e venda de petróleo, que beneficia os interesses dos EUA na área de energia.
Pessoas próximas ao governo Trump dizem que a estratégia é clara: usar Rodriguez como uma ponte para estabilizar o país, combater o tráfico de drogas, diminuir a influência de rivais como Irã e Cuba e abrir o setor de petróleo para investimentos americanos. Em troca, o governo interino tem recebido menos pressão e apoio logístico.
Testes recentes
Os terremotos que atingiram a Venezuela colocaram Rodriguez sob os holofotes. Enquanto o governo tenta organizar resgates e a reconstrução, a Casa Branca vê na crise uma chance de mostrar os resultados da parceria: mais eficiência do que no período de Maduro. Trump chegou a dizer que as pessoas que estão no comando são as nossas e que o país está no caminho da recuperação.
No entanto, a popularidade de Rodriguez dentro do país enfrenta problemas. Pesquisas recentes mostram que a rejeição a ela cresceu depois dos desastres naturais, com parte da população e da oposição criticando a continuidade de elementos do antigo regime.
Impactos para a região
Essa aproximação prática contrasta com a história de Trump de ser duro contra o chavismo. Analistas apontam que a escolha por Rodriguez, em vez de figuras da oposição mais tradicionais, como María Corina Machado, mostra que a prioridade é ter resultados rápidos: fluxo de petróleo, estabilidade e controle da migração e do crime internacional.
Rodriguez, por sua vez, tem adotado um tom de conciliação, enfatizando diálogo, paz e colaboração, ao mesmo tempo em que mantém elementos de continuidade do projeto bolivariano.
Com eleições previstas para acontecer, o futuro da Venezuela ainda é incerto. O apoio de Trump pode acelerar a recuperação econômica, mas também gera debates sobre a soberania do país e o risco de uma transição controlada por outros.
Para observadores internacionais, essa é uma aposta de alto risco e alta recompensa: Trump aposta que Rodriguez vai entregar o que Maduro não conseguiu, enquanto Caracas tenta lidar com pressão externa e problemas internos.

Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela. Foto: MARCELO GARCIA / MIRAFLORES PRESS OFFICE / AFP



