Uma série de bombardeios começou depois que o Irã atacou navios no Estreito de Ormuz, levando a uma troca de ataques com os Estados Unidos.
No mês passado, os Estados Unidos e o Irã assinaram um acordo muito esperado para parar com as brigas. Eles concordaram em abrir o Estreito de Ormuz e aliviar algumas regras financeiras contra o Irã.
Mesmo com o acordo, os dois lados já trocavam ataques pequenos. Mas agora a briga ficou muito maior e mais perigosa.
- Os ataques começaram depois que o Irã atingiu três navios petroleiros no Estreito de Ormuz, uma rota importante para o petróleo.
- Os EUA responderam bombardeando mais de 60 barcos da Guarda Revolucionária do Irã.
- O Irã revidou com mísseis e drones contra bases militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o acordo de paz com o Irã "acabou".
- O preço do petróleo subiu mais de 6% e as bolsas de valores caíram no mundo todo.
O Irã e os EUA se acusam mutuamente pela crise. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o cessar-fogo "acabou".
Teerã declarou nesta quarta-feira (8) que daria uma "resposta esmagadora", alegando ter lançado mísseis e drones contra 85 alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, em resposta à mais recente onda de ataques.
Saiba o que aconteceu nas últimas horas:
Primeiro, na terça-feira (7), o Irã lançou ataques contra três navios-tanque que trafegavam no Estreito de Ormuz. De acordo com o regime, as embarcações passaram por uma rota não autorizada, perto de Omã, um dos países que atuam como mediadores do conflito.
Durante a viagem na Turquia, Trump passou parte do tempo consultando assessores de alto escalão sobre uma resposta aos ataques iranianos, segundo pessoas a par das discussões.
Na noite de terça, o Comando Central dos EUA confirmou que fez uma série de ataques contra o Irã. Entre os alvos, estavam mais de 60 pequenas embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica.
Na madrugada desta quarta-feira (8), o exército do Irã fez novos ataques de drones. Desta vez, contra a Base Aérea Isa, no Bahrein, que abriga forças dos EUA.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait.
Na manhã desta quarta-feira (8), o presidente Donald Trump afirmou que acredita que o memorando de entendimento firmado com o Irã "acabou".
"É uma perda de tempo negociar com eles", disse Trump durante a Cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Irã acusa EUA de desrespeito ao acordo - O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou, em um comunicado, que a responsabilidade pela recente escalada das hostilidades recai sobre os Estados Unidos, que teriam "violado tratados".
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, apoiou os recentes ataques dos EUA ao Irã, declarando a jornalistas, antes da cúpula da aliança militar em Ancara, que a ação militar era "absolutamente necessária".
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, cancelou uma visita planejada a Israel para esta quarta-feira (8), segundo duas fontes israelenses, em decorrência da recente escalada de tensão.
Os preços do petróleo saltaram mais de 6% e as bolsas de valores ao redor do mundo registraram queda após a troca de ataques e os comentários feitos por Trump nesta manhã.

Fumaça sobe em um local desconhecido após o que o Comando Central dos EUA descreve como uma nova onda de ataques contra o Irã na terça-feira, depois que três petroleiros foram atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz.


