O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não sabia que o líder colombiano estava em uma lista de sanções e que é contra o novo presidente eleito da Colômbia.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, conversou por telefone nesta sexta-feira (3) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a ligação, Petro pediu que Trump retirasse o nome dele e de sua família da lista da OFAC, que é um cadastro de pessoas, empresas e países que sofrem sanções e não podem fazer negócios com os Estados Unidos.
Segundo o líder colombiano, Trump nem sabia que o nome de Petro estava nessa lista e prometeu resolver isso. Petro também disse que ficou surpreso ao saber que Trump não sabia que ele é contra o candidato que venceu as eleições na Colômbia, Abelardo de la Espriella, que assume o país em 7 de agosto.
- Petro e Trump conversaram quatro vezes, e essa foi a mais recente.
- Trump chamou Petro de 'homem de Deus' e disse que quer conversar mais com ele.
- Petro pediu ajuda para evitar que o ódio na Colômbia se transforme em violência.
- Ele alertou Trump sobre a crescente polarização entre Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
- Petro apresentou dados de um programa para substituir o cultivo de coca por outras culturas.
Essa foi a quarta vez que os dois conversaram, como destacou Petro em suas redes sociais. Segundo ele, foi uma conversa amigável e Trump disse que Petro é um 'godman' (algo como homem de Deus) e espera que possam conversar novamente.
Durante a conversa, o presidente colombiano pediu ajuda ao presidente dos EUA para impedir que o ódio gerado por uma parte da sociedade colombiana não se transforme em sangue e violência contra aqueles que os provocam e financiam. Ele também alertou Trump sobre a polarização crescente entre Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Combate às drogas
Petro também repassou a Trump os dados atuais do programa de substituição voluntária de cultivos de folha de coca. Nesse programa, o governo colombiano oferece incentivos financeiros e técnicos para os agricultores trocarem o cultivo da coca por culturas legais, como café, cacau e coco.
O plano, chamado de PNIS, visa diminuir a produção da planta no país, que tem fortes raízes históricas com o cultivo da planta usada para fazer cocaína. Parceiros internacionais, como os Estados Unidos, fornecem insumos, assistência técnica, infraestrutura de processamento e ajudam a vender a produção.
Segundo o presidente colombiano, o programa avançou muito em seu governo, deixando a sociedade colombiana orgulhosa. Ele informou que deixou investimentos programados até o final de 2026, mesmo deixando o governo em agosto.

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e Donald Trump. Reprodução / X


