Os pais de duas meninas gêmeas de 15 meses foram presos na França. Elas morreram de desidratação durante uma forte onda de calor. A polícia descobriu que as crianças estavam abaixo do peso.
Os pais das gêmeas de 15 meses encontradas mortas na última segunda-feira (29), em Beuvrages, no norte da França, foram presos e acusados do crime de negligência parental. A autópsia mostrou que as meninas morreram de desidratação durante a forte onda de calor que atinge o país.
- As meninas tinham 15 meses e foram encontradas mortas em suas camas.
- A causa da morte foi desidratação, confirmada pela autópsia.
- As crianças estavam com peso abaixo do normal, o que indica falta de cuidados.
- Os pais foram presos e não têm antecedentes criminais.
- Os outros quatro filhos do casal foram levados para a assistência social.
Segundo o Ministério Público francês, o casal foi preso no dia do ocorrido e agora é acusado de negligência parental que resultou na morte de menores de 15 anos.
Os pais ligaram para a emergência na última segunda-feira, por volta das 13h, depois de encontrar as filhas gêmeas de 15 meses desacordadas em suas camas.
A autópsia confirmou que a morte foi causada por desidratação e também mostrou que as crianças estavam com peso abaixo do normal, informou o Ministério Público.
O casal compareceu na quarta-feira a um juiz e foi preso preventivamente.
Os outros quatro filhos do casal, com idades entre dois anos e meio e seis anos, foram entregues aos serviços de assistência social e estão acolhidos na mesma instituição.
O Ministério Público informou que os pais, de 35 e 32 anos, não têm antecedentes criminais.
As mortes aconteceram durante uma forte onda de calor na França, que já causou mais de mil mortes no país.
Desde 24 de junho, foram registradas cerca de 1.000 mortes a mais do que o normal, segundo a agência nacional de saúde pública francesa.
A maioria das vítimas tem mais de 65 anos (85% dos casos), e houve um aumento de 40% nas mortes dentro de casa.
A França voltou a ter temperaturas mais amenas no domingo, depois de 11 dias de uma onda de calor histórica, considerada mais forte que a de 2003.

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