01 de julho de 2026

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Mulher libertada após 38 anos de prisão na Inglaterra

Mundo Crime 01/07/2026 19:48 Redação - Bahia Notícias bahianoticias.com.br

Maria Pearson, de 70 anos, passou 38 anos presa pelo assassinato de Janet Newton, de 23 anos, cometido em 1987. Mesmo após cumprir a pena mínima de 12 anos, ela foi mantida na cadeia por causa de várias recusas da justiça em libertá-la. Agora, a Comissão de Liberdade Condicional decidiu que ela não é mais perigosa e será solta, mas com regras rígidas.

A britânica Maria Pearson, de 70 anos, é a mulher que passou mais tempo presa na história das prisões da Grã-Bretanha. Ela será libertada depois que a Comissão de Liberdade Condicional decidiu que ela não oferece mais risco para a população. Maria foi presa em 1987 por matar Janet Newton, de 23 anos, e ficou 38 anos atrás das grades. Mesmo tendo cumprido a pena mínima de 12 anos em 1998, ela não foi solta porque a liberdade condicional foi negada dez vezes.

  • Maria Pearson ficou presa por 38 anos, mesmo tendo pena mínima de 12 anos.
  • Ela matou Janet Newton porque a jovem começou um namoro com seu ex-marido.
  • O crime aconteceu em Hartlepool, na Inglaterra, em 1987.
  • A justiça negou a liberdade dela dez vezes antes de aceitar agora.
  • Ela vai sair da prisão com regras: usar tornozeleira, ter horário para ficar em casa e não pode falar com a família da vítima.

A comissão disse, na terça-feira (30), que a decisão foi tomada depois de uma análise muito cuidadosa. Eles afirmaram que a prisão não é mais necessária para proteger as pessoas e que Maria tem risco mínimo de cometer novos crimes graves.

Maria foi condenada à prisão perpétua por esfaquear Janet Newton 17 vezes em Hartlepool, no condado de Durham. Na época do crime, ela tinha 31 anos e matou a jovem que havia começado um relacionamento com seu ex-marido, Malcolm Pearson. O relacionamento dos dois era descrito como intenso e cheio de brigas.

O que aconteceu antes do crime

Depois da separação, Maria tinha medo de perder a casa e a guarda do filho. Por isso, ela começou a perseguir Janet, vigiando sua rotina até o dia do ataque. O juiz que julgou o caso chamou o assassinato de cruel e perverso, e disse que Maria era uma pessoa obsessiva e ciumenta.

As condições para a liberdade

A libertação de Maria vai acontecer com regras bem rígidas. Ela terá que morar em um endereço já definido, cumprir toque de recolher, usar tornozeleira eletrônica por um ano e não pode ter nenhum contato com os familiares da vítima.