27 de junho de 2026

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Polícia descobre impressora 3D usada para fazer armas de fogo

Mundo crime 27/06/2026 08:48 CNN Brasil folhamax.com

A polícia encontrou uma máquina que imprime peças de pistolas e fuzis, usada por criminosos no Rio de Janeiro. O equipamento foi achado com munições e armas na casa de um traficante internacional.

Uma impressora 3D que era usada para fazer partes de armas de fogo foi apreendida pela Polícia Civil nesta sexta-feira (26). A ação aconteceu em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A polícia descobriu que o equipamento era usado por um grupo criminoso que fornecia munições para traficantes e milicianos.

Resumo da notícia

  • Uma impressora 3D era usada para fabricar partes de pistolas e fuzis em plástico.
  • A máquina foi encontrada na casa de Paulo Matos de Oliveira, acusado de tráfico internacional de armas.
  • Além da impressora, a polícia achou dois fuzis, duas granadas e muitas munições.
  • O grupo usava documentos falsos para comprar munições e carregadores restritos.
  • Em poucos meses, os criminosos compraram mais de 10 mil projéteis de fuzil e pistola.

Segundo os investigadores, a impressora fazia a estrutura das armas em plástico. Depois, as peças recebiam componentes de ferro importados, que permitiam montar pistolas e outros armamentos. A apreensão ocorreu na casa de Paulo Matos de Oliveira, apontado pela polícia como traficante internacional de armas e munições. No local, os agentes encontraram ainda dois fuzis calibre 5,56, duas granadas e munições. Paulo foi preso na operação junto com a mulher, Letícia Gonçalves Rodrigues. Outras três pessoas foram presas em flagrante.

As investigações mostram que o casal fazia parte de um esquema de compra ilegal de munições e carregadores de uso restrito. Para comprar, o grupo usava documentos falsificados de CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores). Esses documentos eram apresentados a uma empresa especializada de Santa Catarina e a uma fabricante de materiais bélicos. A Polícia Civil afirma que em poucos meses os investigados compraram mais de 10 mil projéteis de fuzil calibre 5,56 mm e de pistola calibre 9 mm, além de carregadores para as armas.

A operação foi coordenada pela Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos). A polícia também quer identificar outros integrantes do grupo criminoso e impedir o fornecimento ilegal de armas e munições para grupos criminosos no estado.