23 de junho de 2026

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Moraes permite que defesa se encontre com Bolsonaro antes de depoimento

Mundo Investigação 23/06/2026 08:34 CNN Brasil folhamax.com

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou que os advogados de Jair Bolsonaro se reúnam com ele para se preparar para um depoimento à Polícia Civil. O encontro pode começar às 14h e não tem limite de tempo, para que o ex-presidente possa ser orientado antes da oitiva marcada para as 15h. A defesa argumentou que isso é essencial para garantir o direito de defesa. A investigação é sobre a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro que estava no carro de outra pessoa.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para flexibilizar as regras de visitação impostas aos advogados. Agora, eles podem fazer uma 'reunião preparatória' antes do depoimento que o ex-presidente dará à Polícia Civil nesta terça-feira (23).

De acordo com a decisão, a defesa poderá encontrar Bolsonaro a partir das 14h para prepará-lo para o depoimento. O encontro não tem tempo limite definido. Os advogados podem, inclusive, acompanhar a oitiva, que está marcada para as 15h na casa do ex-presidente.

  • O encontro entre advogados e Bolsonaro pode começar às 14h e não tem hora para terminar.
  • A reunião foi autorizada para que o ex-presidente possa se preparar bem para o depoimento.
  • A investigação é sobre uma arma de Bolsonaro encontrada no carro de outra pessoa.
  • Bolsonaro está em prisão domiciliar, mas a defesa diz que ele precisa de tempo para ser orientado.
  • O ministro Alexandre de Moraes permitiu a reunião para garantir o direito de defesa de Bolsonaro.

O ministro decidiu: 'Autorizo, excepcionalmente, a extensão do tempo de visita dos advogados regularmente constituídos de Jair Messias Bolsonaro, a partir das 14h00 do dia 23/6/2026 (terça-feira), para fins de preparação para a oitiva, conforme requerido, podendo acompanhar o custodiado na oitiva'.

No domingo (21), a defesa pediu a flexibilização das regras de visitação. Pelas normas da prisão domiciliar de Bolsonaro, os advogados podem visitá-lo todos os dias entre 8h20 e 18h, mas o encontro é limitado a 30 minutos.

A defesa argumentou que um encontro sem limite de tempo é excepcionalmente necessário para 'viabilizar a adequada orientação jurídica e a preparação' do depoimento.

Os advogados afirmaram: 'A medida se revela indispensável ao pleno exercício da garantia constitucional da ampla defesa, permitindo a necessária interlocução entre o custodiado e seus patronos antes da realização do ato'.

Na última sexta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal a colher o depoimento do ex-presidente para o inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome.

Conforme apurou a CNN Brasil, os investigadores querem entender como a arma do ex-presidente foi parar no carro de outra pessoa, sem documentação e em local distante da residência. Quem entregou, quando e por qual motivo são os questionamentos a serem feitos a Bolsonaro.

Entenda o caso da arma

Na madrugada de segunda-feira (15), a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu, em uma blitz, uma arma de fogo que seria de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A arma estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, um militar do Exército que dirigia um veículo oficial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Durante a abordagem, um policial viu a arma e pediu explicações. O militar disse que estava levando a pistola para conserto e que depois a devolveria ao dono. Ao apreender a arma, a polícia viu que ela estava registrada no nome de Bolsonaro.

A defesa de Bolsonaro confirmou que a arma pertence ao ex-presidente. Segundo os advogados, Bolsonaro percebeu uma falha na pistola e pediu o conserto a Estácio, que entende do assunto.

A defesa também argumenta que, apesar da condenação por tentativa de golpe, não houve ordem judicial para que Bolsonaro entregasse suas armas ou cancelasse os registros, o que afasta qualquer irregularidade quanto à posse do objeto.

No mesmo dia da manifestação da defesa, a Polícia Civil comunicou ao STF a abertura de um inquérito para investigar o caso.