Uma mulher de 26 anos foi presa em Goiás suspeita de enganar mais de 200 pessoas em academias de crossfit. Ela vendia rifas dizendo que o dinheiro seria para o tratamento de câncer da filha, mas a história era falsa.
A golpista de 26 anos que foi presa em Urutaí (GO), nessa quinta-feira (18/6), é suspeita de enganar pelo menos 200 frequentadores de academias de crossfit. A investigada, que mora em Trindade (GO), arrecadava dinheiro sob a falsa alegação de que a filha precisava de tratamento contra câncer. Ela foi capturada em uma operação das polícias Civil e Militar de Goiás.
Durante a ação policial também foram apreendidos R$ 17 mil em espécie. Além da mulher, o companheiro que estava com ela também foi detido e levado à delegacia.
- A mulher vendia rifas de R$ 30 ou duas por R$ 50 para supostamente ajudar a filha com câncer.
- Ela frequentava academias de crossfit e se passava por membro da comunidade esportiva.
- A filha dela, de 3 anos, não tinha leucemia, como a mulher afirmava.
- A polícia apreendeu R$ 17 mil em dinheiro vivo durante a prisão.
- O golpe foi aplicado em pelo menos quatro bairros de Catalão e em outras cidades de Goiás e no Distrito Federal.
A corporação identificou ocorrências do golpe em pelo menos quatro bairros de Catalão e também em outras cidades goianas. A coluna Na Mira apurou que a investigada ainda teria enganado frequentadores de boxes de crossfit no Distrito Federal.
Rifas de até R$ 50
Uma das vítimas relatou que a mulher vendia uma rifa por R$ 30 ou duas por R$ 50.
Ela apareceu em uma aula pela manhã. Os professores pediram alguns minutos no fim do treino para que ela pudesse falar. Então contou que estava arrecadando dinheiro para custear um exame da filha, que supostamente estava com câncer. Muita gente fez Pix para ajudá-la, afirmou uma frequentadora de um box do DF, que preferiu não se identificar.
Outro praticante de crossfit contou ter acreditado na história. Fui embora triste com a situação dela. Comprei rifas e até hoje estou esperando meu número para o sorteio, disse ao Metrópoles.
Falso câncer da filha
As investigações conduzidas pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Catalão (GO) apontam que a mulher frequentava academias de crossfit e se apresentava como integrante da comunidade esportiva. Ela contava que a filha, de 3 anos, teria leucemia linfoblástica aguda (LLA) e precisaria realizar exames como PET Scan e cintilografia para verificar uma possível metástase.
Para arrecadar recursos, a suspeita vendia rifas e recebia transferências via Pix. No entanto, durante as diligências, a polícia constatou que a história era falsa.
A mulher foi autuada por estelionato. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a extensão do esquema.

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