David Hunter foi condenado por matar a esposa, que tinha câncer terminal. A polícia descobriu que ele agiu a pedido dela, para acabar com o sofrimento.
O homem que matou a própria mulher, vítima de uma doença terminal, no Chipre, morreu esta quarta-feira (17), anunciou a família. David Hunter, de 78 anos, foi acusado de homicídio em 2023 depois de ter sufocado Janice, em 2021.
- David Hunter sufocou a esposa Janice, que tinha leucemia terminal, a pedido dela.
- Ele tentou se matar com overdose de medicamentos, mas foi salvo pelos médicos.
- Hunter foi condenado por homicídio culposo e libertado da prisão há três anos.
- A filha do casal confirmou que ele morreu em um hospital no Chipre por causa de uma infecção urinária.
- O caso é considerado um exemplo de morte assistida, que é proibida no Chipre.
O crime aconteceu na casa onde o casal vivia em Tremithousa e aconteceu após uma longa batalha da mulher, de 74 anos, contra uma leucemia.
Segundo a versão de David, Janice pedia-lhe de forma insistente há várias semanas para que acabasse com o seu sofrimento.
O homem, que foi libertado da prisão há três anos, estava enfrentando problemas de saúde e, segundo confirmou a sua filha, Lesley Cawthorne, de 53 anos, morreu em um hospital cipriota.
Segundo se sabe, David foi internado esta semana devido a uma infecção do trato urinário e morreu esta quarta-feira de forma repentina.
A história de David e Janice
David Hunter, de nacionalidade britânica, foi acusado de matar a mulher na casa de férias que tinham no Chipre. Janice morreu, em 2021, vítima de asfixia.
Ela sofria de leucemia e estava já em fase terminal da doença quando, supostamente, "chorou e suplicou" para que o marido acabasse com o seu sofrimento.
O homem teria depois tentado se matar com recurso a medicamentos e teve uma overdose, mas os médicos acabaram chegando a tempo de o salvar.
Os advogados alegaram que se tratou de um caso de morte assistida, dado que a mulher padecia de uma leucemia em estado terminal. "Chorou e suplicou que a ajudasse", reportou David no Tribunal do Distrito de Paphos, referindo que os pedidos de ajuda duraram cerca de cinco semanas e foram se tornando cada vez mais frequentes durante os últimos dias de vida.
O réu foi inicialmente acusado de homicídio involuntário, mas acabou sendo acusado de homicídio porque os procuradores alegaram que não podiam aceitar a teoria de que queria ajudar a mulher sem provas.
Já em 2023, o homem foi ilibado do crime de homicídio em primeiro grau, mas considerado culpado de homicídio culposo e acabou sendo libertado da prisão.

Reprodução The Mirror


