O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que não está pedindo para Israel parar sua campanha militar no Líbano, mas defendeu que o governo israelense deve agir com 'bom senso' nas operações contra o Hezbollah.
As declarações foram feitas no início de uma reunião bilateral com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, à margem da cúpula do G7, que termina hoje na cidade francesa de Evian.
- Trump disse que não quer que Israel pare a ofensiva, mas que use 'bom senso' nas ações.
- O presidente dos EUA criticou a forma como Netanyahu conduz as operações no Líbano.
- Trump sugeriu que a Síria poderia ajudar no combate ao Hezbollah, se Israel não conseguir.
- As declarações acontecem em meio a esforços diplomáticos para um cessar-fogo entre EUA e Irã.
- Israel mantém ataques contra o Hezbollah, mesmo com o acordo com o Irã perto de ser assinado.
Questionado pelos jornalistas sobre se pretendia que Israel suspendesse a ofensiva no Líbano, Trump respondeu negativamente.
"Não, quero que Israel seja capaz de se proteger. Mas quero que aja com bom senso", afirmou o presidente dos Estados Unidos.
A posição do líder norte-americano surge após vários sinais de desconforto em relação à condução da campanha militar israelense pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, no território libanês.
Na terça-feira, Trump declarou não estar satisfeito com a forma como Netanyahu tem conduzido as operações militares no Líbano e os ataques contra o movimento xiita libanês pró-iraniano Hezbollah.
O presidente norte-americano pediu ao chefe do governo israelense que fosse "mais responsável" na condução da ofensiva e criticou o elevado impacto das operações sobre a população civil.
Trump sugere papel da Síria
Na mesma ocasião, sugeriu que a Síria deveria assumir um papel mais relevante no combate ao movimento xiita libanês, caso Israel não conseguisse atingir os seus objetivos militares "sem matar todos os outros".
As declarações surgem numa época em que prosseguem os esforços diplomáticos para consolidar o cessar-fogo regional previsto no memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerã, cuja assinatura formal está marcada para sexta-feira, na Suíça.
Apesar do entendimento alcançado com o Irã, Israel tem mantido as suas operações militares no Líbano, alegando a necessidade de neutralizar posições e infraestruturas do Hezbollah junto à fronteira norte do país.

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