Rony Seikaly, ex-astro do basquete que jogou 11 anos na NBA, foi alvo de um plano de intimidação organizado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O grupo usou documentos falsos e informações sigilosas para perseguir o ex-jogador, que teve um relacionamento com a ex-namorada do banqueiro.
Investigações da Polícia Federal mostram que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, planejou uma emboscada contra o ex-jogador da NBA Rony Seikaly. O plano envolvia drogas e foi organizado por um grupo criminoso chamado "Turma", que trabalhava para o banqueiro.
- O plano era armar uma situação com drogas para prejudicar Seikaly.
- Vorcaro disse que gastaria até R$ 10 milhões na vingança.
- O grupo usou um documento falso da Interpol para conseguir informações.
- Eles acessaram dados sigilosos da Polícia Federal e do Ministério Público.
- Seikaly é ex-jogador da NBA e teve um relacionamento com a ex-namorada de Vorcaro.
De acordo com o jornal 'O Globo', Rony Seikaly teve um relacionamento com Martha Graeff, com quem tem uma filha. Depois da separação, Martha começou a namorar Vorcaro, o que teria motivado o plano.
A trama da emboscada
Nas mensagens, o banqueiro pensou em armar uma emboscada com drogas contra Seikaly. Ele também falou em usar a pressão da polícia e da milícia. Os integrantes da Turma, usando o login de uma servidora do Ministério Público Federal, chegaram a fazer um ofício falso para a Interpol para buscar informações sobre Seikaly.
As conversas aconteceram em outubro de 2024, entre Daniel Vorcaro e Felipe Mourão, conhecido como "Sicário". Vorcaro sugeriu simular um incidente com drogas e disse que investiria até R$ 10 milhões. Outra ideia era atrair o DJ para o Brasil e submetê-lo a "pressão da milícia e da polícia".
Uso de informações sigilosas
"A Turma" usou informações secretas de sistemas internos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para coletar dados sobre Seikaly, como buscas no sistema de controle migratório. Vorcaro também mencionou um "amigo da Interpol", mas as investigações não conseguiram identificar quem seria esse contato.
O papel do ex-delegado
Em outra conversa, do dia 30 de outubro de 2024, o ex-delegado da Polícia Federal Marilson Silva disse que passaria mais informações para um dos agentes pagos por Vorcaro. Ele disse que era uma demanda "para o CEO do banco" e que seria interessante "dar um pulão nele" quando Seikaly chegasse ao Brasil.
Marilson é um policial federal aposentado apontado como líder do grupo "A Turma", mantido por Daniel Vorcaro. Segundo a polícia, ele fazia parte do núcleo de "intimidação e obstrução da Justiça", coordenando ações agressivas contra inimigos do ex-banqueiro, incluindo o planejamento de atentados e o monitoramento de investigações sigilosas.

Reprodução - Esfera Brasil


