17 de junho de 2026

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Acordo secreto: Trump e Vance assinaram paz com o Irã pelo computador

Mundo Paz 15/06/2026 17:05 Eliseu Caetano jovempan.com.br

O acordo entre Estados Unidos e Irã foi assinado de forma virtual por motivos de segurança e agilidade. O texto principal diz que o Irã nunca terá armas nucleares. O estreito de Ormuz já começou a ser reaberto para passagem de petróleo.

Por trás das câmeras, longe dos holofotes de uma cerimônia presencial que poderia virar um circo diplomático ou alvo de segurança, o acordo entre Estados Unidos e Irã foi selado de forma fria, digital e estratégica.

No domingo, 14 de junho, o presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance participaram, em nome dos EUA, da assinatura eletrônica de um Memorando de Entendimento (MOU). Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, fez o mesmo. Tudo remoto. Tudo calculado.

  • Assinatura virtual: O acordo foi assinado pela internet para evitar problemas de segurança e vazamentos.
  • Sem armas nucleares: O ponto principal é que o Irã nunca poderá ter uma bomba atômica.
  • Estreito de Ormuz: A passagem de petróleo pelo local já está sendo reaberta, o que ajuda a economia mundial.
  • Prazo de 60 dias: Haverá um cessar-fogo e um período para negociar detalhes técnicos.
  • Protagonismo de Vance: O vice-presidente foi escolhido por Trump para liderar as conversas com o Irã.

A escolha pelo virtual não foi mero detalhe logístico. Razões de segurança e agilidade pesaram. Ninguém queria fotos de apertos de mão que pudessem ser exploradas internamente por radicais de qualquer lado, nem dar tempo para vazamentos que complicassem o jogo.

Fontes da Casa Branca garantem que o texto central do acordo é cristalino: o Irã nunca terá arma nuclear. Ponto final. Logo após desembarcar em Evian, na França, Trump foi direto ao falar com repórteres: "O acordo já está assinado. E o estreito já está parcialmente aberto, como vocês sabem. Na sexta-feira, estará totalmente aberto."

JD Vance, que assumiu papel de protagonista nas negociações a pedido direto de Trump, reforçou o recado: assinatura digital no domingo, zero liberação imediata de recursos. As autoridades americanas repetem, em off, que qualquer alívio econômico ou desbloqueio de fundos congelados depende de cumprimento iraniano. Nada de presente antecipado.

Principais pontos do acordo

De acordo com relatos de autoridades seniores dos EUA, os principais pontos são:

  • Reabertura imediata (ou em poucos dias) do Estreito de Ormuz após desminagem, liberando o fluxo de petróleo global. Isso é o grande ganho prático e econômico do momento.
  • Cessar-fogo de 60 dias, com foco em acabar com confrontos diretos no Golfo e, possivelmente, influenciar o Líbano (embora Israel já tenha sinalizado resistência em relação ao Hezbollah).
  • Janela de 60 dias para negociações técnicas mais profundas: limites de enriquecimento, inspeções rigorosas e o pacote completo de alívio de sanções condicionado a resultados concretos.
  • Manutenção da postura militar americana atual durante esta fase, com redução gradual de forças só após um acordo final mais robusto.

O vice-presidente Vance ganhou protagonismo justamente porque Trump o empurrou para o centro do tabuleiro. Uma autoridade de alto escalão contou que os americanos ficaram "insatisfeitos" com o desempenho de Omã nas rodadas anteriores à guerra e mudaram o eixo de mediação. Paquistão e Catar ajudaram a costurar o entendimento final.

A versão vazada pelo lado iraniano, que pintava o acordo como muito mais generoso para Teerã, foi rapidamente desmentida por Trump e Vance. Não houve liberação imediata de bilhões em ativos congelados. O que existe é uma porta entreaberta e a bola agora está com o Irã.

O texto completo do Memorando deve sair nas próximas 24 a 48 horas. Uma cerimônia formal está prevista para 19 de junho em Genebra, possivelmente com presença de Vance ou do próprio Trump depois do G7. A assinatura virtual serviu exatamente para agilizar e proteger o processo.

Nos bastidores, a avaliação em Washington é de que se trata de uma vitória diplomática com cara de Trump: pragmatismo, pressão máxima anterior e agora um acordo que mantém a vantagem americana enquanto abre caminho para desescalada controlada. Vance, por sua vez, chamou o resultado de "grande vitória".

O jogo continua. Mas o primeiro passo aquele que muitos achavam impossível semanas atrás já foi dado. Digitalmente, discretamente e com o estreito de Ormuz começando a respirar de novo.