15 de junho de 2026

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Condomínio processa ex-assessor após protesto com megafone

Mundo Protesto 15/06/2026 09:12 METRÓPOLES folhamax.com

O condomínio onde mora o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, está processando um ex-assessor do deputado André Janones. O motivo foi um protesto feito com megafone perto da casa do ex-presidente. Câmeras de segurança mostram o ex-assessor entrando no condomínio e indo até as proximidades da residência de Bolsonaro para fazer o protesto. A administração do condomínio diz que as palavras do homem foram ofensivas e criaram um ambiente ruim para as famílias que moram lá, especialmente as com crianças.

O condomínio onde mora o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, acionou a Justiça contra um ex-assessor do deputado André Janones (Rede-MG) após um protesto com megafone realizado nas proximidades da residência do ex-mandatário da República.

Câmeras de segurança do Condomínio Solar Brasília mostram Bernardo Moreira Amado Barros entrando no residencial por volta das 17h de 14 de novembro.

  • O protesto aconteceu perto da casa de Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar.
  • Barros usou um megafone para fazer o protesto, que foi gravado pelas câmeras.
  • Ele disse palavras ofensivas, criando um ambiente hostil para as famílias do condomínio.
  • O condomínio quer impedir Barros de entrar e pede multa de R$ 50 mil.
  • Barros foi exonerado do cargo após invadir uma transmissão ao vivo na TV.

Segundo os advogados do condomínio, Barros entrou no local depois de informar na portaria que visitaria uma moradora.

Detalhes do protesto

A administração sustenta, porém, que ele usou a autorização para circular internamente pelo residencial e se dirigir às proximidades da casa de Bolsonaro, onde realizou o protesto com um megafone.

Imagens obtidas pela coluna mostram Barros ao lado de outras duas pessoas, perto da residência do ex-presidente, quando o grupo é abordado por um segurança do condomínio.

A data do protesto coincidiu com o fim do julgamento dos embargos de declaração de Bolsonaro, que na época cumpria prisão domiciliar. Uma semana depois, o ex-presidente foi preso preventivamente após tentar violar a tornozeleira eletrônica.

Registros de acesso apontam que Barros deixou o local às 18h14, após ficar pouco mais de uma hora no residencial. A administração afirma que ele entrou no condomínio com uma roupa e, ao longo da permanência no local, passou a usar outra.

As palavras injuriosas e de baixo calão por ele proferidas ultrapassaram o mero dissabor, atingindo não apenas a coletividade condominial, mas, sobretudo, as famílias que possuem crianças em suas residências, gerando ambiente hostil e absolutamente incompatível com a boa convivência e configurando ato ilícito, afirma a administração.

O que o condomínio pede

O condomínio pede que Barros seja impedido de usar o acesso ao residencial para circular pelas áreas internas ou se dirigir a imóveis para os quais não tenha autorização. Em caso de descumprimento, a administração pede a aplicação de multa de R$ 50 mil.

Ex-assessor foi exonerado

Barros foi exonerado da função após invadir a transmissão de um programa da GloboNews e proferir um xingamento, pedindo a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A exoneração foi assinada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Ele interrompeu uma entrevista do líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB). O ex-assessor ocupava um cargo de natureza comissionada e, em 2026, recebia salário de R$ 7.960,44.

O ex-assessor foi indiciado pela Polícia Legislativa Federal (PLF), conforme mostrou a coluna do Metrópoles Grande Angular. Ele foi enquadrado pelo crime de perturbação do trabalho ou do sossego alheio.