A polícia usou gás lacrimogêneo depois que manifestantes colocaram fogo em um carro e quebraram janelas de um escritório da ONU, em um dia de muita tensão antes da reunião dos líderes mundiais.
A polícia de Genebra usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que colocaram fogo em um carro da Tesla e quebraram janelas de um escritório da ONU. Isso aconteceu neste domingo (14), durante um protesto contra a reunião do G7, que vai acontecer na França.
- Cerca de 20 mil pessoas participaram de uma caminhada pacífica no início, mas o clima mudou.
- Manifestantes atacaram coisas que representam o capitalismo, como um carro Tesla e o prédio da ONU.
- Eles arrancaram tijolos do chão para jogar na polícia, enquanto crianças choravam por causa do gás.
- O protesto é contra a concentração de poder dos países ricos e a desigualdade social.
- A reunião do G7 começa na segunda-feira (15) e vai debater guerras e acordos de paz.
Cerca de 20 mil pessoas se reuniram para uma marcha que começou de forma pacífica, mas depois os manifestantes atacaram o que consideram símbolos do capitalismo e do multilateralismo, incluindo um carro Tesla estacionado e o escritório da ONU.
Manifestantes arrancaram tijolos do chão para atirar contra a polícia, enquanto crianças choravam com o gás lacrimogêneo que se espalhava pelas ruas ensolaradas do centro de Genebra, segundo testemunhas da agência de notícias Reuters.
Protestos contra o G7 são comuns
Ao longo dos anos, os protestos têm sido comuns nas reuniões do G7, com muitos manifestantes aproveitando as cúpulas para denunciar o capitalismo, a globalização, as mudanças climáticas e a desigualdade.
Manifestantes falam sobre o que pensam
Os manifestantes disseram que compareceram para protestar contra o G7, que consideram um símbolo da concentração de poder político e econômico. Na semana passada, Elon Musk, dono da Tesla e ex-conselheiro do presidente americano Donald Trump, tornou-se o primeiro trilionário do mundo.
"Para mim, é um encontro de ricos que demonstra, mais uma vez, como os ricos podem ficar ainda mais ricos enquanto os pobres são deixados para trás", declarou a manifestante Pippa Saugy.
O que é a cúpula do G7
A cúpula do G7, que acontecerá entre os dias 15 e 17 de junho, em Évian-les-Bains, às margens do Lago de Genebra, reunirá os líderes da França, do Reino Unido, do Canadá, da Alemanha, da Itália, do Japão e dos Estados Unidos, além da União Europeia.
As guerras no Oriente Médio e na Ucrânia devem dominar a agenda, enquanto os líderes buscarão evitar um confronto com Trump, que tenta finalizar um acordo de paz preliminar com o Irã.
Cidade se prepara para a violência
Em Genebra, lojas foram protegidas com tapumes e centenas de policiais antimotim foram mobilizados nas ruas, em meio a preocupações anteriores com a possibilidade de violência.
Mattia Piccard se irritou com a forte presença policial. "Esta é uma tentativa de intimidar os manifestantes, de assustar as pessoas e desencorajá-las a sair para protestar", disse Piccard.
Clélia Colin, outra manifestante, disse que queria levantar a questão da desigualdade de gênero. "Os valores representados pelo G7 são completamente misóginos e contribuem para a desigualdade", afirmou ela.

Pessoa caminha em meio a nuvens de fumaça durante protesto em Genebra contra a próxima cúpula do G7 em 14 de junho de 2026 Denis Balibouse/Reuters


