12 de junho de 2026

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Policia e manifestantes brigam perto do estadio Azteca

Mundo Confronto 12/06/2026 08:54 G1 folhamax.com

Dezenas de pessoas que protestam e policiais entraram em luta corporal perto do estádio Azteca, na Cidade do México, durante o jogo de abertura da Copa do Mundo. Um policial ficou ferido e foi visto com a cabeça sangrando. Os manifestantes, liderados por professores, pedem justiça para pessoas que sumiram no México.

Dezenas de manifestantes e policiais entraram em confronto nesta quinta-feira (11) nos arredores do estádio Azteca, na Cidade do México, em meio à partida de abertura da Copa do Mundo de futebol. O confronto foi flagrado por jornalistas da GloboNews e da TV Globo que estavam presentes no local. Um policial foi visto com a cabeça sangrando.

Os manifestantes, liderados por professores e que exigem justiça pelas pessoas desaparecidas no México, removeram algumas barreiras que protegem o perímetro do estádio e trocaram agressões com os agentes que fazem a segurança, enquanto ocorre o jogo entre México e África do Sul.

  • O protesto aconteceu perto do estádio Azteca, na Cidade do México, durante o primeiro jogo da Copa do Mundo.
  • Um policial ficou ferido e foi visto com a cabeça sangrando.
  • Os manifestantes são liderados por professores que lutam por melhores salários e aposentadoria.
  • Eles também pedem justiça para pessoas que desapareceram no México.
  • Outra confusão aconteceu em uma festa oficial da Fifa, por causa do grande número de torcedores.

Segundo a agência de notícias AFP, também houve caos e empurra-empurra em uma Fan Fest da Fifa na praça da Constituição, na região central da Cidade do México. Essa confusão, no entanto, ocorreu por conta da quantidade de torcedores presentes e por conta de diversas placas metálicas instaladas no local pela polícia mexicana para para proteger o local das manifestações.

"Levamos uma hora para entrar, foi um caos, e sair foi ainda pior. (...) Pode até morrer gente lá dentro, não dá nem para andar, nem ver nada, só conseguimos ver a última telinha", disse Víctor Gómez, de 49 anos, à AFP.

O México receberá 13 dos 104 jogos da Copa do Mundo. Enquanto a cerimônia de abertura acontecia, manifestações de diversos grupos sociais, principalmente familiares de desaparecidos e professores em greve, ocorriam em diferentes partes da zona sul da Cidade do México.

Os ativistas começaram a se reunir logo cedo com a intenção de se aproximarem do Estádio Azteca, mas no caminho encontraram forte presença policial que os manteve afastados do local, sem, contudo, impedir a chegada dos torcedores.

Professores do ensino fundamental e médio vêm há mais de uma semana reivindicando melhorias salariais e de aposentadoria. Eles rejeitaram a proposta mais recente do governo em uma reunião na noite de quarta-feira. "Esta partida é uma distração, só serve à Fifa, à Claudia Sheinbaum e aos Estados Unidos", afirmou um professor grevista, sob condição de anonimato.

Sheinbaum qualificou o protesto de "provocação" para que haja imagens de repressão durante a Copa. E assegurou que não cairá na armadilha. Além das manifestações, o problema dos vistos para entrada nos Estados Unidos também impacta o primeiro dia do torneio.

O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim (CNSE, na sigla em francês) denunciou nesta quinta-feira que a seleção não poderá contar com a presença de seus torcedores na Copa do Mundo, uma vez que não conseguiram obter vistos americanos. "Os Estados Unidos foram claros conosco ao dizer que não queriam ver nossos torcedores", lamentou o presidente do organismo, Julien Kouadio Adonis.