A ONU, por meio de seu braço de projetos (UNOPS), gastou cerca de US$ 2,7 bilhões em 2025 para ajudar países em crise. A maior parte do dinheiro foi usada em ajuda humanitária e reconstrução de lugares devastados por guerras e desastres. Isso mostra que a organização está trabalhando mais do que nunca, mesmo enfrentando críticas.
O Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) executou mais de 1.100 projetos em 130 países e territórios ao longo de 2025, segundo relatório anual divulgado neste 8 de junho de 2026. A atuação global somou cerca de US$ 2,7 bilhões em iniciativas ligadas a ajuda humanitária, desenvolvimento sustentável, paz e reconstrução de áreas afetadas por conflitos.
- Mais de 1.100 projetos: A ONU realizou esse número enorme de projetos em 130 países diferentes, mostrando sua presença global.
- US$ 2,7 bilhões gastos: Esse valor equivale a mais de R$ 13 bilhões, usado principalmente em ajuda humanitária e reconstrução.
- Foco em crises: Dois terços dos projetos foram em lugares com guerra, como Afeganistão, Ucrânia e Faixa de Gaza.
- Milhões de dias de trabalho: Os projetos geraram 26 milhões de dias de trabalho, sendo 10 milhões para mulheres, ajudando a economia local.
- Atuação no Brasil: No Brasil, a ONU tem 17 projetos, incluindo a construção de escolas indígenas e a conclusão da UNILA.
Em um cenário marcado pela escalada de guerras, desastres climáticos e crises humanitárias, a agência da ONU afirma ter ampliado sua presença especialmente em regiões consideradas de alto risco, onde a infraestrutura básica costuma ser mais fragilizada ou até inexistente.
O UNOPS, braço operacional da ONU voltado a infraestrutura e gestão de projetos, registrou uma expansão de sua atuação em áreas críticas, com dois terços das iniciativas concentradas em contextos de crise. Isso inclui países como Afeganistão, Faixa de Gaza, Haiti, Ucrânia, Myanmar, Sudão e Iêmen.
Segundo o relatório, a organização priorizou ações de resposta rápida e reconstrução, atuando tanto na recuperação de serviços essenciais quanto na criação de condições mínimas de funcionamento para comunidades afetadas por conflitos.
O diretor executivo da agência, Jorge Moreira da Silva, destacou que o trabalho do UNOPS se concentrou em soluções práticas e de execução rápida, voltadas diretamente para populações vulneráveis.
Dos cerca de US$ 2,7 bilhões movimentados em 2025, a maior parte foi direcionada a projetos de resposta humanitária e reconstrução em áreas de emergência.
O volume equivale, em conversão aproximada, a mais de R$ 13 bilhões, considerando a cotação média recente do dólar. Esse valor foi distribuído em milhares de intervenções, desde reconstrução de escolas e hospitais até apoio técnico para governos locais em países em crise.
Além disso, os projetos geraram cerca de 26 milhões de dias de trabalho remunerado em comunidades locais. Desse total, aproximadamente 10 milhões de dias de trabalho foram destinados a mulheres, reforçando a dimensão social e de inclusão econômica das ações.
Para efeito de comparação, 26 milhões de dias de trabalho equivalem a mais de 71 mil anos de ocupação contínua — um indicador da escala global das operações.
O UNOPS atua principalmente em três frentes:
Infraestrutura essencial
Isso inclui a construção e reconstrução de escolas, hospitais e estradas em lugares que perderam tudo por causa de guerras ou desastres naturais.
Apoio técnico e logístico
A agência ajuda governos e parceiros com conhecimento técnico e logística para que os projetos saiam do papel mais rápido.
Parcerias para o desenvolvimento sustentável
O UNOPS também fortalece parcerias entre o governo e empresas privadas para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A lógica do trabalho é reduzir o tempo entre financiamento e entrega de projetos, especialmente em regiões onde governos locais enfrentam limitações institucionais ou financeiras.
Situação no Brasil
No Brasil, o escritório mantém atualmente 17 projetos em andamento. Entre os principais estão:
- A conclusão das obras da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, projeto associado ao arquiteto Oscar Niemeyer e símbolo de integração regional.
- A construção de 62 escolas indígenas e quilombolas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
- A execução do programa “Nosso Chão, Nossa História”, que trata da reparação de danos coletivos causados pelo desastre da mineração em Maceió.
Esses projetos mostram uma atuação concentrada em infraestrutura social, com foco em educação, reparação de danos e fortalecimento de comunidades tradicionais.
O avanço das operações do UNOPS ocorre em um momento em que o mundo enfrenta simultaneamente guerras prolongadas, deslocamentos populacionais em massa e eventos climáticos extremos mais frequentes.
Nesse contexto, a infraestrutura como escolas, hospitais e sistemas básicos de serviços se torna uma das primeiras estruturas a colapsar e uma das mais difíceis de reconstruir.
Ao atuar diretamente na execução de obras e gestão de projetos, o UNOPS se posiciona como um braço operacional da ONU voltado não apenas ao planejamento, mas à entrega concreta de soluções em campo.
O relatório reforça a dimensão do desafio: mais de 1.100 projetos espalhados por 130 países mostram uma operação comparável a uma grande rede global de engenharia humanitária.
Na prática, isso significa atuação simultânea em diferentes continentes, muitas vezes em ambientes instáveis, onde a reconstrução precisa acontecer enquanto crises ainda estão em andamento.
A combinação de volume financeiro, alcance geográfico e foco em áreas vulneráveis coloca o UNOPS entre os principais executores de infraestrutura humanitária do sistema das Nações Unidas.

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