Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, será julgada por se passar por uma menina de 12 anos para ser acolhida por uma família em Joinville (SC). Ela responde por falsa identidade e estelionato.
A Justiça aceitou, nesta terça-feira, 9, a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra a mulher de 37 anos que se passou por uma adolescente de 12 anos em Joinville (SC). Com a decisão, Amanda Maria Souza de Oliveira passou à condição de ré e responderá pelos crimes de falsa identidade e estelionato. De acordo com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, um exame de sanidade mental da investigada está agendado para o dia 26 de junho. Ela segue presa preventivamente.
- Amanda tem 37 anos e fingiu ser uma menina de 12 anos para ser acolhida por uma família.
- Ela usou nomes falsos, como 'Aline' e 'Gabriele', e contou histórias de abuso para ganhar confiança.
- A família cuidou dela por 14 meses, pagando comida, moradia e remédios, sem saber a verdade.
- O marido da família descobriu a farsa após ver vídeos na internet sobre o caso.
- Amanda já tem outros processos por crimes parecidos em vários estados do Brasil.
A mulher inicialmente se apresentou como uma jovem de 18 anos à família que a acolheu em Santa Catarina. Segundo a ata de audiência de custódia, Amanda se aproximou de um casal de Joinville por intermédio de um pastor da igreja que frequentavam.
Primeiro, Amanda se identificou como 'Aline', disse que tinha 18 anos e tinha experiência com panificação, buscando, assim, uma oportunidade de emprego. Com o passar do tempo, porém, ela passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, o que fez com que o casal oferecesse acolhimento temporário em casa.
Morando com eles, Amanda ganhou a confiança da família e decidiu mudar sua versão. Ela disse, então, se chamar 'Gabriele', ter apenas 11 anos de idade e que foi vítima de abusos por parte de seu padrasto. Depois do relato, o casal permitiu que a mulher passasse a morar em definitivo com eles.
Como foi o tempo acolhida pela família
A mulher passou cerca de 14 meses morando com a família, que chegou a realizar uma festa de aniversário pelos seus 12 anos. Além do relato de abuso e traumas, Amanda dizia ser autista e dissimulava comportamentos infantis.
Todas as despesas da suspeita, desde alimentação, moradia e medicamentos, foram bancados pelo casal. Ainda segundo o registro judicial, a mulher não subtraiu dinheiro da família. A conduta dela visava manter o acolhimento e a assistência prestada pelo casal.
Foi o marido quem tomou conhecimento, por meio de vídeos divulgados na internet, de que a pessoa acolhida por eles seria, na verdade, adulta. Ele fez a denúncia e Amanda foi presa em flagrante. A prisão, posteriormente, foi convertida em preventiva, levando em conta que a mulher possui histórico de crimes similares.
Apenas em Santa Catarina, há mais três procedimentos criminais contra Amanda em andamento, além de uma condenação em Goiás e outros registros em São Paulo, Minas Gerais e Ceará. Ela confessou os crimes à polícia durante o interrogatório.

Amanda Maria Souza de Oliveira


