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03 de junho de 2026

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PF investiga irmãs advogada e psicóloga por tráfico de cocaína

Mundo Tráfico 03/06/2026 16:07 G1 folhamax.com

A Polícia Federal descobriu um esquema de tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro em Uberlândia, Minas Gerais, onde uma família - composta por um pai, uma filha advogada e outra psicóloga - é suspeita de liderar o crime. Eles acumularam bens de luxo, como carros importados, cavalos de raça e um motorhome milionário, usando empresas de fachada para esconder o dinheiro do tráfico. A droga vinha do Paraguai e passava pelo Mato Grosso do Sul antes de ser distribuída pelo Brasil.

A Polícia Federal (PF) está investigando uma família de Uberlândia, em Minas Gerais, por suspeita de tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro. O pai, Mario Sergio Nunes, e suas duas filhas, Brenda (advogada) e Bruna (psicóloga), são os principais suspeitos. Eles são acusados de trazer cocaína do Paraguai para o Brasil e depois vender a droga para outras cidades e estados.

  • A família acumulou uma fortuna com o tráfico, incluindo carros de luxo, cavalos de raça, um motorhome avaliado em R$ 1,2 milhão e até ranchos.
  • A droga entrava no Brasil pelo Mato Grosso do Sul escondida em caminhões e era levada para Uberlândia.
  • A PF já apreendeu cerca de 2,9 toneladas de cocaína em 11 flagrantes ligados ao grupo.
  • Brenda, a filha advogada, era o 'braço direito' do pai e ajudava a planejar os crimes.
  • O nome da operação é 'Mens Occulta', que significa 'mente oculta' em latim, porque o líder tentava se esconder.

Segundo a PF, a droga era trazida do Paraguai e entrava no Brasil pelo Mato Grosso do Sul. Os criminosos escondiam a cocaína em caminhões e a transportavam até Uberlândia. De lá, a droga era distribuída para outras regiões. As investigações duraram cerca de dois anos e a PF já havia apreendido quase 3 toneladas de cocaína em 11 flagrantes diferentes.

Pai e filha foram presos em hotel

Mario e Brenda foram presos em um hotel em Uberaba, Minas Gerais. A PF acredita que eles estavam planejando fugir. Brenda, que é advogada, era a pessoa de confiança do pai e ajudava a comandar o esquema. Já a outra filha, Bruna, a psicóloga, estava foragida até a última atualização da reportagem. A esposa de Mario e os genros também foram alvos de mandados de prisão.

Vida de luxo com dinheiro do crime

A investigação descobriu que a família tinha uma vida de luxo que não condizia com a renda oficial. Eles possuíam ranchos à beira de uma represa, apartamentos, barcos, motos aquáticas, cavalos de raça, carros importados e um motorhome de luxo avaliado em R$ 1,2 milhão. Esse motorhome era usado para viagens a Barretos (SP), onde uma das filhas participava de competições de três tambores com cavalos.

Suspeita de lavagem de dinheiro

A PF suspeita que o dinheiro do tráfico era escondido por meio de empresas de fachada e da compra de bens caros. Relatórios financeiros mostraram que a família movimentou cerca de R$ 70 milhões nos últimos cinco anos sem ter uma origem clara. Brenda, que se formou recentemente em Direito, atuava em poucos processos e dizia estudar para concursos. Já Bruna era psicóloga infantil. As investigações indicam que eles estavam tentando vender os bens de luxo para não levantar suspeitas.

Operação Mens Occulta

A operação foi chamada de 'Mens Occulta', que significa 'mente oculta' em latim. O nome foi escolhido porque o líder do grupo, Mario, tentava se esconder e evitar a aparência de atividades ilegais. Os mandados de busca e prisão foram autorizados pela Justiça Federal de Uberlândia e mobilizaram 230 policiais federais. As ações aconteceram em cidades de três estados: Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

Os suspeitos podem ser acusados de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PF continua as investigações para prender todos os envolvidos.