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03 de junho de 2026

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Presidente da Bolívia demite dois ministros durante protestos

Mundo Protestos 03/06/2026 09:48 Folhapress noticiasaominuto.com.br

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, demitiu o ministro da Defesa e a ministra da Educação por causa dos grandes protestos que estão parando o país. Os manifestantes estão bloqueando estradas e pedindo soluções para a crise econômica.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, demitiu nesta terça-feira (2) o ministro da Defesa, Marcelo Salinas, e a ministra da Educação, Beatriz García, por causa dos grandes protestos que estão paralisando o país há semanas.

  • Os protestos já duram semanas e estão paralisando a Bolívia, com estradas bloqueadas.
  • O presidente já havia demitido outro ministro antes para tentar acalmar a situação.
  • Os manifestantes pedem medidas contra a pior crise econômica em 40 anos.
  • Faltam alimentos, remédios e combustível na capital por causa dos bloqueios.
  • O ex-presidente Evo Morales é acusado de incentivar os protestos mais violentos.

Salinas será substituído por Ernesto Justiniano, que era chefe do combate ao narcotráfico e trabalhava diretamente ligado à Presidência. Ainda não se sabe quem vai ocupar o lugar de García.

No dia 21, Paz já havia trocado o ministro do Trabalho para tentar acalmar os manifestantes. Eles pedem medidas contra a pior crise econômica em 40 anos no país e recusam as tentativas do governo de negociar.

De acordo com o jornal El Día, o presidente está sendo pressionado por líderes empresariais, que querem uma resposta mais forte contra os manifestantes.

Como estão os protestos

Grupos de trabalhadores, camponeses, mineiros e professores estão bloqueando estradas em sete dos nove estados da Bolívia. Eles também pedem a renúncia de Paz, que é de centro-direita e venceu as eleições em outubro de 2025, acabando com décadas de domínio da esquerda no país.

Mais de 90 pontos de bloqueio foram registrados nas rodovias na segunda-feira (1º), cerca de 30 a mais que na semana passada, segundo a estatal Administradora Boliviana de Estradas. Isso causou falta de alimentos, remédios e combustível na capital, La Paz, e na cidade vizinha de El Alto. Os preços da carne, dos ovos e de outros alimentos dobraram nas últimas semanas.

O que o governo diz

O governo de Paz denuncia que estão tentando "alterar a ordem democrática" e acusa o ex-presidente Evo Morales, que tem ligação com os sindicatos, de incentivar os protestos mais violentos. "Precisamos saber quem está reclamando de forma correta e quem está querendo prejudicar a democracia", disse Paz em um ato público em Cochabamba. Ele disse que busca uma "reconciliação" para que os protestos acabem nos próximos dias.

Evo Morales tem um mandado de prisão contra ele em um caso em que é acusado de tráfico de uma menor de idade. Ele vive há meses na região do Chapare, cercado por milhares de camponeses e apoiadores que montam guarda para impedir que a polícia o prenda.