A líder opositora venezuelana María Corina Machado está na Europa e pressionou Delcy Rodríguez, que está no comando interino da Venezuela, para que aceite eleições e faça uma transição democrática. Ela disse que Delcy pode terminar como o ex-presidente Nicolás Maduro (preso nos EUA) ou pode ajudar o país a mudar para melhor. Corina também quer que as eleições aconteçam logo, porque o país está passando fome e as pessoas estão desesperadas.
A opositora venezuelana María Corina Machado afirmou nesta segunda-feira (1º) que a líder interina do país, Delcy Rodríguez, pode acabar como Nicolás Maduro ou pode ajudar o país a ter uma transição democrática. Ela falou isso em uma entrevista na Noruega.
Corina disse que Delcy tem uma boa oportunidade agora para ajudar a Venezuela. "É uma situação em que todo mundo ganha. Uma transição organizada na democracia venezuelana é o que todos querem", afirmou.
- Quem é María Corina Ela é uma líder da oposição na Venezuela e ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Ela quer eleições livres no país.
- O que aconteceu com Maduro Nicolás Maduro, que era presidente da Venezuela, foi preso pelos Estados Unidos em janeiro. Agora, Delcy Rodríguez está no comando interino.
- O que Corina quer Ela quer que Delcy marque eleições logo para que o povo venezuelano possa escolher um novo governo.
- Como está a situação na Venezuela O país está em crise: as pessoas passam fome, as aposentadorias valem menos de 1 dólar por mês e muitos estão desesperados.
- Quem apoia Corina Ela tem o apoio dos Estados Unidos e da Europa. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, ajudou a criar um plano para a transição democrática.
"A expectativa e o desespero na Venezuela estão crescendo muito rápido. A situação econômica é horrível, as pessoas passam fome, as aposentadorias são menos de 1 dólar por mês", disse Corina. "As pessoas estão ficando mais animadas porque sabem que vão ter um processo eleitoral. Por isso é muito importante marcar uma data para as eleições."
A ganhadora do Nobel da Paz também tem aumentado a pressão sobre o governo de Donald Trump para que sejam marcadas novas eleições na Venezuela e confirmou que vai disputar o pleito. O ex-candidato opositor Edmundo González, que assumiu a candidatura após Corina ter sido impedida pelo regime de concorrer nas urnas, manifestou apoio à aliada.
Questionada sobre o comprometimento dos EUA com o processo, já que Trump tem elogiado a gestão de Delcy, Corina respondeu que tem, sim, o apoio de Washington e recordou um plano de três fases apresentado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
"A primeira fase foi a estabilização e ele disse recentemente que foi completada. A segunda é a recuperação, e a terceira é a transição para a democracia. Essas duas últimas podem se sobrepor."
No passado, pouco após a captura de Maduro, Trump disse que "seria muito difícil" que Corina assumisse a liderança da Venezuela por que ela "não conta com apoio nem respeito dentro de seu país".
Sobre uma data para as eleições, sem definição, Corina reforçou a cobrança. "A expectativa e o desespero na Venezuela estão crescendo muito rápido. A situação econômica é horrível, as pessoas passam fome, as aposentadorias são menos de 1 dólar por mês", disse. "As pessoas estão ficando mais animadas porque sabem que vão ter um processo eleitoral, e eu prefiro que isso seja canalizado de forma pacífica e cívica. Por isso penso que é muito importante marcar uma data para as eleições", afirmou.
Atualmente exilada no Panamá, a opositora ainda fez um desafio a Delcy ao afirmar que, ao participar de uma eleição, a líder interina poderia provar que "está disposta a ajudar esse processo a avançar".
Corina está em Oslo para participar, nesta terça-feira (2), do Oslo Freedom Forum, evento de direitos humanos que reúne ativistas do mundo todo. A passagem pela capital norueguesa também faz parte da pressão por apoio junto aos Estados-membros da União Europeia.
No mês passado, ela visitou Itália, Espanha e Portugal. "A Europa está ao nosso lado, e não apenas agora, ao longo deste processo. Estou muito grata ao Parlamento Europeu e a muitos governos". Segundo ela, este é um momento em que a atenção é mais necessária do que nunca.
"As coisas estão a avançar na Venezuela. O regime está tomando decisões para desmantelar a sua própria estrutura repressiva e de corrupção, mas se não sentirem a pressão, se as pessoas ignorarem, voltarão a fazer o que costumavam fazer", disse.
Segundo Corina, mais de 600 presos políticos foram libertados desde janeiro. "Estamos vendo sindicatos, trabalhadores, professores, mães e estudantes voltando às ruas. Os meus colegas de diferentes partidos políticos que estavam escondidos ou a viver no exílio estão voltando. Portanto, as coisas estão avançando mais rapidamente na Venezuela do que pode parecer visto de fora."

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