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03 de junho de 2026

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Trump publica foto com Flavio na Casa Branca: um jovem inteligente

Mundo Trump 02/06/2026 16:30 Rafael Rintzel jovempan.com.br

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou duas fotos com o pré-candidato à presidência Flavio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca, chamando-o de 'um jovem inteligente que ama muito o seu país'. A visita ocorreu uma semana antes da publicação, e o encontro foi visto com preocupação por alguns apoiadores de Bolsonaro devido às tarifas dos EUA sobre o Brasil.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou nesta terça-feira (2) duas fotos com o pré-candidato a presidente Flavio Bolsonaro (PL) no Salão Oval da Casa Branca. A visita do filho do ex-presidente aconteceu na terça-feira (26), uma semana antes de Trump publicar as imagens. O irmão do senador e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também aparece na foto.

Trump não tinha falado nada sobre o encontro com Flavio desde a visita. Junto com as fotos, postadas na rede Truth Social, o presidente americano chamou o presidenciável brasileiro de: "Um jovem inteligente que ama muito o seu país."

  • Trump chamou Flavio de 'jovem inteligente' nas redes sociais.
  • A visita de Flavio a Trump foi uma semana antes da publicação das fotos.
  • Alguns apoiadores de Bolsonaro não gostaram da publicação.
  • Flavio pediu a Trump para classificar o PCC e o CV como grupos terroristas.
  • Lula criticou Flavio e sua família, chamando-os de 'traidores'.

Conforme apurado pelo jornalista da Jovem Pan Bruno Pinheiro, o post de Trump junto com o pré-candidato à presidência não foi visto com bons olhos pelos bolsonaristas. Segundo a apuração, Flavio não tem relação com as tarifas impostas pelo governo americano sobre o Brasil, e a coincidência de datas pode ser vista de maneira negativa por eleitores do filho do ex-presidente.

Visita de Flavio

Flavio Bolsonaro esteve reunido com Donald Trump na Casa Branca para mostrar aos brasileiros que tem apoio americano à sua campanha para presidente. Ele também levou assuntos importantes para o Brasil, como a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

O senador disse que pediu diretamente a Trump para colocar as facções brasileiras na lista global de combate ao terrorismo. O secretário de Estado americano Marco Rubio confirmou a classificação do PCC e do CV como "terroristas globais especialmente designados" e como "organizações terroristas estrangeiras", o que aconteceu poucas horas depois do encontro entre Flavio e Rubio. O senador ainda comemorou a notícia em sua rede social X: "Grande dia" com um polegar para cima.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Flavio agradeceu ao governo americano, dizendo que o anúncio foi feito a pedido dele. "Agradeço a Trump e Rubio por atenderem rapidamente o meu pedido em nome do povo brasileiro. Agora é com a gente aqui no Brasil e, em 2027, vamos libertar você, porque você merece ser livre desse governo."

Tarifas

Sobre as tarifas de 25% propostas pelo governo americano para o Brasil, o senador disse que pediu diretamente ao presidente dos Estados Unidos para não taxar as empresas brasileiras.

O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) terminou, na segunda-feira (1º), uma investigação que classifica as políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Por causa disso, o governo americano sugeriu aplicar uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, dizendo que as ações brasileiras prejudicam e limitam o comércio dos EUA.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (2) Flavio e sua família ao comentar a proposta de taxar os produtos brasileiros: "Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores. O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso povo", afirmou.

Segundo Lula, apesar de Flavio ter negado apoio à nova taxação contra o Brasil, as declarações públicas feitas por ele e sua família após o tarifaço de 2025 mostram o contrário. O presidente citou manifestações dos filhos do ex-presidente agradecendo a Donald Trump depois do anúncio das sanções e disse que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, terceiro filho de Jair, também teria elogiado o presidente norte-americano e defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.