Os deputados de Israel deram o primeiro voto para acabar com o parlamento e convocar novas eleições. A decisão foi unânime entre os 106 presentes. Agora, o projeto precisa passar por mais duas votações antes de virar lei. As eleições podem acontecer entre setembro e outubro deste ano.
Os 106 membros presentes, de um total de 120 lugares no Knesset (Parlamento de Israel), aprovaram por unanimidade o projeto apresentado pela coalizão governamental do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
- O Knesset tem 120 cadeiras e 106 deputados votaram a favor da dissolução.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comanda o país há mais de 18 anos no total.
- As próximas eleições podem ocorrer entre 8 de setembro e 20 de outubro.
- A crise começou por causa de uma lei que isenta jovens de escolas religiosas do serviço militar.
- Netanyahu enfrenta um julgamento por corrupção que já dura mais de cinco anos.
Uma comissão debateu e votou o projeto na segunda-feira, antes de ser analisado pelo plenário.
O projeto tem ainda de ser debatido e votado mais duas vezes no Parlamento antes da aprovação final.
A legislação em vigor estabelece o período entre 08 de setembro e 20 de outubro para a realização das eleições gerais.
A votação estava inicialmente marcada para 27 de outubro, pelo que a antecipação da data, atualmente em negociação entre os partidos da coalizão, não representa uma alteração significativa.
O anúncio da dissolução do Parlamento em meados de maio, iniciado pelo Likud, o partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ocorreu em um momento em que a formação política parecia ameaçada pelo colapso da maioria.
A crise foi provocada pelos partidos ultraortodoxos da coalizão governamental, que criticaram o Likud por não ter aprovado, como previsto, uma lei que isentava os jovens estudantes de yeshivas (escolas talmúdicas) do serviço militar obrigatório.
Netanyahu, 76 anos, que governou o país durante mais tempo do que qualquer outro primeiro-ministro (mais de 18 anos acumulados desde 1996), pretende cumprir um último mandato enquanto enfrenta um julgamento por corrupção que se prolonga há mais de cinco anos.
O primeiro-ministro e líder do Likud é considerado - pela maioria dos israelenses - responsável pela falha de segurança que permitiu o ataque sem precedentes do movimento palestino Hamas, a 07 de outubro de 2023.
De acordo com pesquisas em Israel nenhum dos blocos políticos parece atualmente capaz de formar Governo, dada a fragmentação do eleitorado.

Deputados de Israel aprovaram 1.ª votação para a dissolução do parlamento


