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02 de junho de 2026

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Modelo denuncia racismo e agressão em elevador no Rio

Mundo ataque 02/06/2026 08:54 CNN Brasil folhamax.com

Uma modelo e influenciadora digital, Maynara Bittencourt, contou nas redes sociais que foi vítima de racismo e agressão física dentro de um elevador no Centro do Rio de Janeiro. Segundo ela, uma mulher a chamou de 'macaca' e 'favelada' e a arranhou. A polícia foi chamada e o caso está sendo investigado.

A modelo e influenciadora Maynara Bittencourt disse, nas redes sociais, que foi vítima de racismo dentro de um elevador no Centro do Rio de Janeiro, no sábado (30). Além de ter sido chamada de "macaca" e "favelada", ela afirma que também sofreu agressões físicas.

  • Maynara foi chamada de 'macaca' e 'favelada' dentro do elevador
  • Ela sofreu arranhões ao tentar filmar o ataque
  • A polícia foi chamada e levou as duas mulheres para a delegacia
  • O caso foi registrado na 4ª DP e será investigado pela 1ª DP
  • Racismo é crime e não pode ser tratado como brincadeira ou mal-entendido

A influenciadora contou que, ao sair do trabalho, entrou em um elevador com outra mulher, que começou a fazer ofensas racistas. Além dos xingamentos, Maynara diz que foi agredida, sofrendo arranhões enquanto tentava gravar a situação com o celular e a outra mulher tentava tomar o aparelho.

A modelo também disse que, depois do ocorrido, foi até uma delegacia, mas não recebeu o atendimento que achava correto para alguém que tinha acabado de sofrer um crime.

"Estou contando isso porque o silêncio protege os agressores. Racismo não é opinião, não é brincadeira, não é mal-entendido. Racismo é crime!", afirmou Maynara.

Agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) foram chamados por pessoas que viram a discussão na Rua dos Andradas. Lá, encontraram duas mulheres brigando. Como as versões eram muito diferentes, as duas foram levadas para a 4ª Delegacia de Polícia (DP) para registrar a ocorrência.

O caso foi registrado na 4ª DP (Presidente Vargas), na madrugada de sábado (30), e depois encaminhado para a 1ª DP (Praça Mauá), que vai continuar as investigações.

Sobre a demora no atendimento, a Polícia Civil disse que o registro da ocorrência e as conversas com os envolvidos duraram cerca de duas horas. A instituição explicou que as delegacias atendem muitos casos ao mesmo tempo, de diferentes tipos e níveis de dificuldade.

Segundo a polícia, os agentes fazem procedimentos técnicos importantes para registrar os fatos de forma correta, garantindo que todas as partes sejam bem atendidas e que o serviço seja prestado da melhor maneira possível.