Mais de 1,6 milhão de fiéis de vários países estão em Meca, na Arábia Saudita, para o Hajj, a principal peregrinação do Islã. Eles enfrentam calor extremo acima de 40°C e tensões no Oriente Médio. O governo saudita montou um grande esquema de saúde com mais de 50 mil profissionais e 3 mil ambulâncias para evitar mortes como as de 2024, quando mais de 1.300 peregrinos morreram por causa do calor. Os rituais incluem andar sete vezes ao redor da Kaaba e ir ao Monte Arafat, onde o profeta Maomé fez seu último sermão.
Mais de 1,6 milhão de muçulmanos de diferentes partes do mundo começaram a chegar a Meca, na Arábia Saudita, para a realização do Hajj, a principal peregrinação do Islã. Entre os fiéis estão peregrinos vindos do Irã e de países do Golfo Pérsico, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às preocupações com o calor extremo na região.
- O Hajj é um dos cinco pilares do Islã e todo muçulmano que pode deve fazer essa viagem ao menos uma vez na vida
- Em 2024, mais de 1.300 peregrinos morreram por causa do calor extremo, que chegou perto dos 52°C
- Homens usam roupas brancas simples e sem costura para mostrar que todos são iguais, não importa a riqueza
- O ritual mais importante é a ida ao Monte Arafat, onde o profeta Maomé fez seu último sermão
- O governo saudita montou um grande esquema de saúde com mais de 50 mil profissionais para cuidar dos peregrinos
Imagens divulgadas pela agência Associated Press mostram milhares de pessoas reunidas na Grande Mesquita de Meca, um dos locais mais sagrados da religião islâmica. Vestidos de branco, os peregrinos aparecem realizando o tawaf, ritual em que os fiéis caminham sete vezes ao redor da Kaaba, estrutura em formato de cubo considerada o ponto mais sagrado do Islã.
A Kaaba abriga a chamada Pedra Negra, que, segundo a tradição islâmica, teria origem divina e vindo do paraíso.
Os rituais do Hajj
O Hajj é um dos cinco pilares do Islã e deve ser realizado ao menos uma vez na vida por todo muçulmano que tenha condições físicas e financeiras para a viagem.
Durante a peregrinação, homens utilizam vestimentas brancas simples e sem costura, simbolizando igualdade e união entre os fiéis, independentemente de nacionalidade ou posição social. As mulheres usam roupas largas que deixam apenas rosto e mãos expostos.
Após o ritual ao redor da Kaaba, os peregrinos percorrem sete vezes o trajeto entre as colinas de Safa e Marwa, outro dos principais ritos religiosos da peregrinação.
Em seguida, os fiéis seguem para Mina, cidade localizada a cerca de cinco quilômetros de Meca, antes do momento considerado mais importante do Hajj: a ida ao Monte Arafat.
A reunião no Monte Arafat está prevista para terça-feira e marca o ponto central da peregrinação. Segundo a tradição islâmica, foi nesse local que o profeta Maomé realizou seu último sermão.
Neste ano, os rituais acontecem sob temperaturas elevadas, com previsão de calor acima dos 40°C durante boa parte da semana.
As autoridades sauditas ampliaram as medidas de prevenção após o Hajj de 2024, quando mais de 1.300 peregrinos morreram devido às temperaturas extremas, que chegaram perto dos 52°C. Entre as vítimas estavam 22 iranianos.
Para esta edição, o governo da Arábia Saudita informou ter mobilizado mais de 50 mil profissionais de saúde e cerca de 3 mil ambulâncias para atender os participantes.
Além do calor, a peregrinação também ocorre em meio à preocupação com a escalada das tensões no Oriente Médio após ataques envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Apesar do cenário regional, autoridades sauditas afirmam que trabalham para manter a segurança e evitar que o conflito interfira na experiência religiosa dos visitantes.
O número de peregrinos estrangeiros neste ano supera o registrado em 2025, segundo dados oficiais.

Timelapse mostra milhares de peregrinos muçulmanos reunidos em Meca


