O filme 'Dark Horse', uma autobiografia de Jair Bolsonaro, termina com uma cena que sugere que o Supremo Tribunal Federal (STF) faz parte de uma conspiração contra o ex-presidente desde 2018. O roteiro, obtido pela coluna, mostra uma reunião de conspiradores na casa de um vilão fictício, com a presença de um homem careca que poderia ser um ministro do STF. O filme, financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, foi gravado em São Paulo e retrata Bolsonaro como um azarão na política, mostrando sua trajetória até a condenação por tentativa de golpe em 2025.
Dark Horse, um filme que conta a história de Jair Bolsonaro (PL), financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, termina com uma acusação de que o Supremo Tribunal Federal (STF) faz parte, desde 2018, de uma conspiração contra o político.
A coluna conseguiu o roteiro completo do filme. A última cena mostra uma reunião na casa de Paulo Pontes (o vilão fictício chamado 'Cicatriz', que foi preso em 1985 por Bolsonaro e desde então é seu inimigo mortal). Essa reunião acontece no dia da posse de Bolsonaro em 2018.
- O filme sugere que ministros do STF estariam envolvidos em uma conspiração contra Bolsonaro.
- O roteiro foi escrito em inglês e as filmagens foram feitas em São Paulo.
- O dinheiro para o filme veio de um fundo de investimentos no Texas (EUA).
- Além de personagens reais, o filme tem personagens fictícios, como um repórter e um traidor na campanha.
- O vilão principal, Cicatriz, é um barão das drogas que quer vingança porque foi preso por Bolsonaro em 1985.
O roteiro diz que na reunião tem um homem magro, careca e de aparência séria e hipócrita, e sugere que ele poderia ser um Ministro do Supremo Tribunal Federal (em inglês: 'A SLENDER MAN, bald, serious, self-righteous in his demeanor. He could be a Supreme Court Justice. Could be').
Enquanto a cerimônia de posse passa na televisão, o grupo se senta ao redor de uma mesa. Paulo Pontes vai até o aparelho e desliga a TV, deixando a tela preta. Essa é a última cena. Depois vem o epílogo.
O fim da história no filme
'Em 2022, Bolsonaro perde a reeleição por um ponto e meio. Acusações de manipulação eleitoral e fraude se espalham. Manifestações acontecem em todo o Brasil, a maioria pacífica. Mas muitas pessoas são presas. Em 2025, Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe, condenado e sentenciado e sentenciado a 43 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal. Fim.'
Como o filme foi feito
O filme foi gravado no fim do ano passado, principalmente em São Paulo. Segundo a família Bolsonaro, o dinheiro veio de um fundo de investimentos no Texas (EUA). O roteiro e as falas são todos em inglês.
Jair Bolsonaro, que na época do filme era deputado federal, é mostrado como um azarão (dark horse em inglês) na corrida presidencial. Michelle, sua esposa, é uma mulher muito preocupada com a segurança e a saúde do marido.
Flávio Bolsonaro, que na vida real ajudou o banqueiro Daniel Vorcaro a conseguir investimento para o filme, aparece como um senador que cuida da imagem do pai. Por exemplo, é Flávio quem organiza como a família desmentiria a 'fake news' da morte de Jair após a facada.
Personagens de mentira no filme
O filme também tem personagens que não existem na vida real, como a repórter Lara Clarke. Ela começa querendo prejudicar a imagem de Bolsonaro, mas acaba descobrindo pistas sobre a conspiração por trás do atentado. Tato é o intermediário que contrata 'Aurélio' para dar a facada no candidato, a mando de Paulo Pontes, o Cicatriz. Ele é o grande vilão e o cérebro do crime, um traficante que quer se vingar de Bolsonaro por ter sido preso em 1985.
Outro personagem fictício é Luis Ancantara, um membro da equipe de campanha que, na história, é um traidor que ajuda os conspiradores. Já Hugo Betão é um amigo de longa data e protetor de Bolsonaro, que age como seu segurança informal e é extremamente leal.



