Maria Alice, de quatro anos, descobriu um tumor no cérebro em 2024. Depois de muitos tratamentos, ela fez a última quimioterapia. A mãe disse que os médicos achavam que ela podia morrer, mas ela venceu. A família está muito feliz, mas ainda precisa de dinheiro para continuar o tratamento.
Motoristas de Belo Horizonte se depararam com um veículo que tinha a seguinte mensagem: "Meu nome é Maria, tenho quatro anos e hoje é minha última quimioterapia. Buzine!", escritos no vidro traseiro. O texto era um símbolo da comemoração após o diagnóstico que identificou um tumor cerebral em Maria Alice, em outubro de 2024.
Desde então, a menina passou por um intenso tratamento, com 30 sessões de radioterapia e oito ciclos de quimioterapia. Mas, a mãe dela, Jessica Martins, contou à reportagem que o processo de cura ainda não se encerrou.
- Maria Alice tinha um tumor do tamanho de uma laranja no cérebro.
- Ela fez 30 sessões de radioterapia e 8 ciclos de quimioterapia.
- Os médicos disseram que ela poderia morrer na cirurgia, mas ela sobreviveu sem sequelas.
- A família está fazendo uma vaquinha online para ajudar com os custos do tratamento.
- O tratamento ainda não acabou: Maria Alice vai precisar ir ao hospital uma vez por mês.
"O tratamento ainda não acabou, mas a parte da quimioterapia sim. A Maria é um milagre, os médicos falaram que a gente podia perder ela na sala de cirurgia, porque era muito arriscado. Ela poderia ter perdido os movimentos, mas não ficou com sequela nenhuma e concluiu a última quimioterapia", contou Jessica.
A trajetória até o diagnóstico foi longa. Após completar três anos, Maria passou a sentir fortes dores de cabeça e foi levada, três vezes, a um hospital próximo à residência delas, mas não obtiveram uma resposta sobre o que poderia ser. "O médico até questionou que poderia ser uma dor psicológica, apontando que ela poderia estar com resistência a ir para aula", disse.
Após uma consulta no Centro Geral de Pediatria do Hospital Infantil João Paulo II, Maria foi internada para realizar uma tomografia e investigar o que estava acontecendo. Após o exame, veio o diagnóstico. "Os médicos me deram a notícia que ela estava com um tumor grande, do tamanho de uma laranja", relatou Jessica.
Depois, uma biópsia do tumor foi feita e realizaram a retirada dele em uma cirurgia de alto risco. Agora, após o fim dos ciclos de quimioterapia, Maria passará a frequentar o hospital em uma frequência menor, aproximadamente uma vez ao mês.
"A sensação [após o fim das quimioterapias] é de alívio, de alegria. O diagnóstico foi um baque muito grande, fiquei sem chão, e os médicos falaram que o risco dela morrer na sala de cirurgia era muito grande. O caminho até a última quimioterapia não foi fácil", relatou.
Vaquinha para custear o tratamento
Nas redes sociais, Jessica compartilhou parte da trajetória desde o diagnóstico de Maria. Para conseguir arcar com os custos do tratamento, ela decidiu publicar uma vaquinha solidária. "Não conseguimos ajuda do governo, tentamos transporte, benefícios dela, mas não conseguimos. A quimioterapia era a única coisa de graça. O resto saiu tudo do nosso bolso, como transporte e suplementos", contou.
Elas moram em Ribeirão das Neves, na Grande BH, e precisam se deslocar até a capital para conseguir o atendimento médico. "O tratamento não acabou, vou continuar indo com ela para o hospital e o custo é muito alto, só de gasolina é aproximadamente dois mil reais", disse Jessica. Outro custo é o valor da suplementação, sendo aproximadamente R$160 por semana.

Carro com mensagem sobre o fim da quimioterapia de Maria Alice


