Medida foi adotada após avaliação técnica de risco sanitário
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, nesta quinta-feira (7), o recolhimento de detergentes, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca Ypê, de todos os lotes com numeração final 1. A ação inclui a suspensão da fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos.
De acordo com o comunicado, a medida foi adotada após uma avaliação técnica de risco sanitário, feita pela agência, em parceria com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, o CVS-SP (Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo) e a Visa-Amparo (Vigilância Sanitária de Amparo), entre os dias 27 e 30 de abril.
Entenda o motivo da suspensão
Segundo a Anvisa, essas falhas estão em desacordo aos requisitos essenciais de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, inclusive gerando possibilidade de contaminação microbiológica.
A agência informou que os lotes que terminam com o número 1 deveriam ser suspensos imediatamente.
Estão incluídos os produtos:
Lava louças Ypê Clear Care
Lava louças com Enzimas Ativas Ypê
Lava louças Ypê
Lava louças Ypê Clear Care
Lava louças Ypê Toque Suave
Lava louças Concentrado Ypê Green
Lava louças Ypê Clear
Lava louças Ypê Green
Lava roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
Lava roupas Líquido
Tixan Ypê Cuida das Roupas
Lava roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
Lava roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
Lava roupas Líquido Tixan Ypê Green
Lava roupas Líquido Ypê Express
Lava roupas Líquido Ypê Power Act
Lava roupas líquido Ypê Premium
Lava roupas Tixan Maciez
Lava roupas Tixan Primavera
Desinfetante Bak Ypê
Desinfetante de uso geral Atol
Desinfetante Perfumado Atol
Desinfetante Pinho Ypê
Lava roupas Tixan Power Act.
O que o consumidor deve fazer
Os consumidores devem verificar o número do lote impresso na embalagem do produto. Segundo à Anvisa, somente os lotes terminados em número 1 estão incluídos no recolhimento.
Após identificar que o produto pertence aos lotes afetados, a recomendação é separar a embalagem e evitar novo manuseio ou utilização até receber orientação da fabricante.
A embalagem deve ser mantida preservada porque as informações do rótulo, como número do lote, data de fabricação e identificação do produto, podem ser exigidas durante o processo de atendimento, troca ou reembolso.
Em seguida, o consumidor deve entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para receber instruções oficiais sobre devolução, descarte, substituição ou recolhimento do item.
Se houver qualquer reação adversa, irritação, alergia ou suspeita de problema de saúde após o uso dos produtos atingidos, a orientação é procurar atendimento médico e comunicar o ocorrido aos órgãos de vigilância sanitária.
Além disso, consumidores que encontrarem os produtos ainda sendo comercializados em mercados ou estabelecimentos podem denunciar a situação à vigilância sanitária local ou aos Procons estaduais, já que a resolução da Anvisa determinou a suspensão da comercialização e distribuição dos lotes afetados.
Implicações jurídicas
A determinação foi publicada por meio da Resolução RE nº 1.834/2026, após a identificação de falhas na produção de saneantes na unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo.
A própria RDC nº 47/2013, stabelece em seu artigo 5º que o descumprimento das disposições contidas nesta Resolução e no regulamento por ela aprovado constitui infração sanitária, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.
Em razão disso, na esfera administrativa, a empresa pode sofrer uma série de sanções aplicadas pela própria Anvisa e pelos órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais.
Além da primeira medida adotada que inclui a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos atingidos e o recolhimento dos lotes afetados as consequências podem avançar dependendo do resultado das inspeções e da gravidade das irregularidades encontradas.
Entre as punições administrativas possíveis estão:
advertência;
aplicação de multas sanitárias;
apreensão de produtos;
inutilização de mercadorias;
interdição parcial ou total da fábrica;
cancelamento de registro dos produtos;
suspensão da autorização de funcionamento;
proibição de fabricação e venda;
imposição de medidas corretivas obrigatórias.
O que diz a Ypê
À CNN Brasil, a empresa se manifestou sobre a determinação da Anvisa. Leia na íntegra:
"A Ypê esclarece que possui fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes, atestando que seus produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido, e desinfetante são seguros e não representam qualquer risco ao consumidor.
A empresa mantém diálogo contínuo e colaborativo com a Anvisa e, com a apresentação de informações e evidências técnicas adicionais, confia plenamente na reversão da decisão no menor prazo possível.
A Ypê reafirma seu compromisso com a qualidade, a segurança e a transparência e permanece à disposição da autoridade sanitária, da imprensa e dos consumidores para quaisquer esclarecimentos.
Em caso de dúvidas adicionais, os consumidores podem entrar em contato via canais oficiais de atendimento: [email protected] ou pelo telefone 0800 1300 544.
Estamos à disposição".



