Divisão no Supremo Tribunal Federal sobre se os processos de Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser analisados juntos ou separados, com votos de Dino, Gilmar e Zanin favoritos à união e Fachin contrariado.
Os ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin votaram para manter a análise conjunta dos processos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF) em sessão no plenário nesta terça-feira (15). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ficou isolado ao votar pela tramitação e análise dos casos em separado. Acompanhe os desdobramentos do julgamento.
A manifestação do presidente do STF ocorre no âmbito de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que pediu que os casos envolvendo Moraes e Mendonça sejam analisados de forma conjunta, além de solicitar que a relatoria dos processos seja definida por sorteio.
- O julgamento no STF discute se as investigações contra Alexandre de Moraes e André Mendonça andam juntas ou separadas.
- Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin querem que os casos sejam tratados em bloco único.
- Edson Fachin, presidente do tribunal, vota favorável à separação dos processos.
- Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques estão impedidos de participar da decisão por conflitos de interesse.
- O placar atual mostra três votos a favor da união dos casos e um voto contra.
A questão de ordem apresentada por Gilmar está sendo analisada pelo plenário e ainda faltam os votos dos demais ministros. O julgamento registra dois impedimentos: os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques se declararam impedidos Toffoli devido ao seu envolvimento no caso do Banco Master já revelado, e Nunes Marques em razão de questões sobre mudança eleitoral e sua atuação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Posição do presidente e divergências
O placar contabiliza três votos a favor da análise conjunta (dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino) e o voto contrário do presidente Edson Fachin. Moraes e Mendonça deverão se manifestar após os votos.
(Nota em atualização.)

Fotos: Reprodução / TV Justiça


