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STF monta esquema especial e rigoroso de segurança para julgar conversa entre Moraes e Vorcaro

Justiça 14/09/2026 18:02 Redação / Bahia Notícias bahianoticias.com.br Brasilia DF

O Supremo Tribunal Federal divulgou as regras para o julgamento desta terça-feira, que analisa mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro; o acesso será restrito, com forte segurança e sem celulares permitidos no plenário.

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, na segunda-feira (14), as regras e procedimentos que serão usados na sessão extraordinária de terça-feira (15). O grande assunto do dia é a análise de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Para garantir a ordem, o tribunal montou uma barreira de segurança forte, com detectores de metais e raio X em todas as entradas. Quem for participar do julgamento precisará passar por uma vistoria pessoal antes de entrar na sala principal.

Dessa forma, o ambiente será fechado e controlado. O acesso é restrito apenas a pessoas que já tiveram aprovação prévia pelo Cerimonial do STF. Além disso, o uso de telefones celulares é proibido dentro da sala. Quem tiver um aparelho deve desligá-lo e guardá-lo em uma sacola com lacre de segurança durante todo o tempo. O tribunal avisou que, se alguém abrir o lacre da sacola enquanto o julgamento estiver acontecendo, essa pessoa pode ser retirada do local.

Agenda do Julgamento e Regras de Segurança

Os trabalhos começam às 10h, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e canal oficial do STF no YouTube. A sessão começa com a leitura e votação do registro do dia anterior, seguido de saudações formais. Em seguida, é feito o pregão do caso, que é um ato formal que sinaliza o início oficial da discussão do processo. Essa organização ajuda a manter a disciplina e a transparência dos atos da Justiça.

O número de pessoas na sala é limitado porque o espaço não comporta muita gente. Por isso, os jornalistas não poderão entrar no plenário. Eles acompanharão tudo de uma área externa montada na marquise do prédio, que terá telas grandes, mesas e cadeiras. A segurança é uma tarefa conjunta, contando com a Polícia Judicial, forças de segurança do Distrito Federal, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, a Casa Civil (GSI) e o serviço de inteligência (Abin).

Quem quiser acompanhar de perto precisa respeitar o protocolo. A segurança está intensa porque o caso é polêmico e de grande visibilidade. As instituições se uniram para evitar qualquer imprudência ou tumulto durante o dia do julgamento. É uma demonstração de que a Corte está tratando o assunto com o máximo de cuidado e respeito institucional.

Como Funciona o Rito e os Votos dos Ministros

Como presidente do STF e relator do caso, o ministro Edson Fachin liderará a discussão. Ele assumiu essa função no sábado (12), no lugar de André Mendonça. Fachin começará lendo o relatório do processo e definindo os pontos principais que serão debatidos. Essa etapa é importante para que todos os ministros entendam exatamente o que está sendo julgado.

Depois da leitura do relatório, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e os advogados poderão falar, se houver audiência pública com sustentações orais. Quando essas falas terminarem, Fachin dará o seu voto e, em seguida, os outros ministros votarão na ordem de prioridade da corte. Ao final, o presidente anuncia o resultado para todo o país. O processo é longo e técnico, mas cada passo é pensado para garantir que a decisão seja justa e bem fundamentada.

É importante lembrar que a segurança também serve para proteger a integridade da discussão. O STF não quer que interferências externas atrapalhem o raciocínio dos ministros. Com esses cuidados, o tribunal mostra que está pronto para discutir um tema tão delicado com a seriedade que a situação exige. O povo brasileiro está atento a cada detalhe, já que o caso pode gerar discussões políticas e jurídicas profundas.

  • O julgamento começa às 10h, com transmissão ao vivo em canais oficiais.
  • Celulares são proibidos no plenário e devem ficar em sacolas lacradas.
  • Jornalistas não entram na sala principal e assistem por telas externas.
  • A segurança é reforçada com participação das Forças Armadas e órgãos de inteligência.
  • O presidente Fachin abre o debate lendo o relatório e definindo os tópicos de discussão.