07 de setembro de 2026

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Justiça barra candidatura de Eduardo Cunha para deputado federal em Minas Gerais

Justiça Eduardo Cunha 07/09/2026 18:11 Redação | Bahia Notícias bahianoticias.com.br

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais rejeitou o pedido de registro da candidatura de Eduardo Cunha por ele ainda estar inelegível até 2027 devido à cassação de seu mandato em 2016.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) decidiu nesta quinta-feira (3) vetar a candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos) ao cargo de deputado federal pelo estado. A recisão ocorreu após um pedido de impugnação feito pelo Ministério Público Eleitoral, que apontou a inelegibilidade do político devido à perda de seu mandado parlamentar anterior.

A argumentação do MP baseou-se na forma de contagem do prazo de restrição dos direitos políticos, ligado à cassação do mandato de Cunha em setembro de 2016, motivada por quebra de decoro parlamentar. Essa decisão do tribunal segue a interpretação legal de que o período de inelegibilidade deve ser calculado de maneira específica.

A defesa do ex-presidente da Câmara argumentava que o prazo de oito anos de inelegibilidade teria acabado em setembro de 2024. Porém, o TRE-MG estabeleceu que a contagem do tempo começa apenas após o fim da legislatura original, que terminou em janeiro de 2019. Com isso, a proibição de candidatura de Cunha se estende até o ano de 2027.

Aqui vão os principais pontos sobre o caso de Eduardo Cunha:

  • A candidatura foi negada porque ele ainda está inelegível até 2027.
  • O prazo de proibição começa da fim da legislatura de 2019, não de 2016.
  • Seu mandado foi cassado em 2016 por quebra de decoro parlamentar.
  • Ele foi presidente da Câmara durante o impeachment de Dilma Rousseff.
  • Foi condenado na Lava Jato, mas teve uma decisão anulada pelo STF em 2023.

Histórico político e condenações de Eduardo Cunha

Eduardo Cunha atuou como deputado federal entre fevereiro de 2003 e setembro de 2016, momento em que teve o mandado encerrado pela Câmara dos Deputados. Ele ocupou a presidência da casa entre 2015 e 2016, sendo figura central na crise política de 2014 e no processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

O economista foi investigado na Operação Lava Jato e denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em 2017, recebeu uma condenação de 15 anos e quatro meses de prisão. Apesar disso, em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou uma de suas condenações, entendendo que o julgamento deveria ter sido realizado pela Justiça Eleitoral.