05 de novembro de 2026

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Calor e frio afetem controle do diabetes, alerta estudo

Geral Diabetes 05/11/2026 14:41 Agência Souk

No Dia Mundial do Diabetes, estudo indica aumento de 45% nos casos na América do Sul e Central até 2050. Especialistas explicam como as variações de temperatura influenciam a glicemia e quais cuidados tomar.

Mudanças de temperatura exigem atenção redobrada de pessoas com diabetes

As condições climáticas também interferem no controle da glicose. No Dia Mundial da Diabetes, um estudo aponta que o número de casos na América do Sul e Central deve crescer 45% até 2050. O frio e o calor exigem adaptações na rotina de autocuidado.

  • 588,7 milhões de adultos no mundo vivem com diabetes hoje.
  • A previsão é de que esse número chegue a 852,5 milhões até 2050.
  • No frio, hormônios do estresse podem elevar a glicose no sangue.
  • No calor, a desidratação afeta a ação da insulina e aumenta a glicemia.
  • Medicamentos, como a insulina, não podem ficar no calor ou no congelador.

Impacto das estações na saúde do paciente

O controle do diabetes não depende apenas da alimentação, da medicação e da prática de atividades físicas. As condições ambientais também podem interferir na resposta do organismo e exigir adaptações na rotina do autocuidado. Em períodos de temperaturas extremas, tanto o frio quanto o calor podem representar desafios adicionais para quem convive com a doença.

O alerta ganha relevância diante do avanço dos casos. Segundo a 11ª edição do Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), publicada em 2025, cerca de 588,7 milhões de adultos entre 20 e 79 anos vivem com diabetes no mundo.

A estimativa é que esse contingente alcance 852,5 milhões até 2050, um crescimento de 45%. Na América do Sul e Central, a projeção também é de aumento de 45%, passando de 35,4 milhões para 51,5 milhões de pessoas no período.

Como o frio altera a glicemia

As variações de temperatura podem influenciar a estabilidade da glicemia por diferentes mecanismos. No frio, por exemplo, o organismo responde às baixas temperaturas liberando hormônios relacionados ao estresse, como o cortisol, que podem elevar a concentração de glicose no sangue. A estação também pode dificultar a manutenção de atividades físicas ao ar livre e favorecer mudanças nos hábitos alimentares.

Já durante períodos de calor intenso, a preocupação envolve principalmente a desidratação. Pessoas com diabetes podem perder líquidos mais rapidamente, e a falta de hidratação adequada pode elevar os níveis de glicose no sangue. Além disso, temperaturas elevadas podem alterar a maneira como o organismo utiliza a insulina e aumentar a necessidade de monitoramento da glicemia.

Cuidados essenciais no calor e no frio

Não existe uma estação do ano em que o cuidado com o diabetes possa ser deixado em segundo plano. O que muda são os fatores aos quais a pessoa precisa estar atenta. No frio, é importante observar possíveis alterações da glicemia e manter a atividade física. No calor, a hidratação e a proteção contra temperaturas elevadas ganham ainda mais importância, explica Andrezza Silvano Barreto, enfermeira da Vuelo Pharma.

Outro ponto de atenção é a conservação dos medicamentos e equipamentos utilizados no tratamento. A exposição da insulina a temperaturas extremas, tanto ao calor quanto ao frio intenso, pode comprometer sua eficácia.

Por isso, o armazenamento deve seguir as orientações do fabricante, evitando exposição direta ao sol, permanência em veículos quentes e congelamento.

Atenção à pele e aos pés

A especialista também chama a atenção para os cuidados com a pele e os pés, especialmente em pessoas que apresentam alterações de sensibilidade ou circulação. O ressecamento, as fissuras e pequenos ferimentos podem passar despercebidos e evoluir para complicações quando não recebem a atenção adequada.

Entre as medidas recomendadas estão manter a hidratação, verificar a glicemia conforme a orientação da equipe de saúde, preservar a rotina de atividades físicas dentro das condições adequadas, proteger os medicamentos de temperaturas extremas e observar diariamente a pele e os pés.

Pequenas alterações podem passar despercebidas, principalmente quando existe perda de sensibilidade nos pés. Por isso, o autocuidado precisa incluir a observação diária da pele e a procura por avaliação profissional diante de feridas, alterações de coloração ou lesões que não cicatrizam, reforça a enfermeira.

O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, busca ampliar a conscientização sobre a doença, seus fatores de risco, diagnóstico e formas de prevenção de complicações. Para quem já recebeu o diagnóstico, a informação e o acompanhamento profissional continuam sendo fundamentais para um tratamento seguro em diferentes condições climáticas.