Lista com clássicos brasileiros e estrangeiros recomendados por especialista da Cogna Educação para ampliar o repertório cultural, conectar história e sociedade, e construir argumentos mais fortes na prova.
Na reta final para o Enem e os vestibulares realizados em novembro, revisar fórmulas e conceitos é apenas parte da preparação. A leitura de obras literárias pode ampliar o repertório cultural dos candidatos, facilitar conexões entre diferentes áreas do conhecimento e fortalecer a argumentação na redação.
A capacidade de relacionar movimentos literários, contextos históricos e fenômenos sociais a diferentes temas é valorizada em questões de linguagens, atualidades e ciências humanas. Nesse processo, a literatura ajuda a ampliar a compreensão de mundo ao apresentar características estéticas e refletir as circunstâncias em que cada obra foi produzida.
O aluno que lê livros e se informa com regularidade chega à prova com muito mais segurança para responder a questões de linguagens, atualidades ou ciências humanas, afirma Lidiane Olo, sócia e diretora editorial de Educação Básica da Cogna Educação.
Além de apoiar a compreensão de escolas e movimentos literários, os clássicos brasileiros e estrangeiros oferecem referências para a construção de argumentos na redação. Segundo Lidiane, um texto consistente exige mais do que o domínio da norma-padrão: depende de raciocínio crítico, aprofundamento conceitual e capacidade de articular ideias em diferentes contextos.
Repertório não é decorar citações, mas ter leitura e vivência suficientes para relacionar o tema proposto a outros contextos. É isso que diferencia o candidato que apenas opina daquele que consegue construir um argumento, destaca.
Seis obras para ampliar o repertório
Para apoiar os estudantes nessa preparação, Lidiane indica cinco obras que ajudam a ampliar o repertório literário, histórico e social. Confira a seleção:
1. Opúsculo humanitário & Conselhos à minha filha, de Nísia Floresta - Editora Ática
Páginas: 176
No século XIX, quando a educação feminina ainda era voltada principalmente à vida doméstica e familiar, Nísia Floresta defendia o direito das mulheres à formação e à participação na sociedade. A edição reúne duas de suas obras mais emblemáticas: Conselhos à minha filha, de 1842, e Opúsculo humanitário, de 1853, que integra a lista de leituras obrigatórias da Fuvest.
2. Macário e Noite na taverna, de Álvares de Azevedo - Editora Saraiva
Páginas: 160
Dividida em dois episódios, a obra Macário não é facilmente classificável em um único gênero literário, empregando aspectos do teatro, da prosa narrativa e da intimidade própria dos diários pessoais. Já Noite na taverna, novela composta por sete contos fantásticos, é um dos mais renomados títulos do Romantismo brasileiro, essencial para entender esta escola literária.
3. A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães - Editora Ática
Páginas: 168
Atormentada pelo senhor de escravos Leôncio, que tenta seduzi-la, a escrava Isaura foge para lutar por sua liberdade e começar uma nova vida. Com uma nova identidade, Isaura inicia um romance com um rico fazendeiro, mas Leôncio não pretende facilitar as coisas para ela. A obra de Bernardo Guimarães, de 1875, diferencia-se dos primeiros livros românticos produzidos ao colocar em questão o caráter social do problema da escravidão.
4. Helena, de Machado de Assis - Editora Ática
Páginas: 192
Após a morte do conselheiro Vale, sua família acolhe Helena, apresentada no testamento como filha ilegítima. Inicialmente recebida como intrusa, ela conquista a confiança de D. Úrsula e Estácio, mas mantém em segredo um sofrimento ligado a uma paixão e a visitas frequentes a um casebre.
5. Auto da barca do Inferno, de Gil Vicente - Editora Saraiva
Páginas: 80
Figura central do Humanismo ibérico e considerado o primeiro grande dramaturgo português, Gil Vicente combina linguagem erudita e popular, religiosidade e sátira social no contexto de transição da Idade Média para o Renascimento. Auto da barca do inferno, sua obra mais conhecida, é um marco da literatura em língua portuguesa.
6. A Revolução dos Bichos, de George Orwell - Editora Ática
Autor: George Orwell
Número de páginas: 120
Em forma de fábula, Orwell utiliza animais falantes para representar o poder e tirania presentes na sociedade contemporânea. A narrativa acompanha a história de bichos que, cansados de receber ordem de seu fazendeiro, organizam uma revolução para tomar as terras. Escrita durante a Segunda Guerra Mundial, a história serve como uma crítica ao autoritarismo.
A área de Literatura e Informativos da SOMOS Educação, parte da Cogna Educação, reúne mais de 1,6 mil obras e 500 autores nacionais e estrangeiros nos selos Ática, Atual, Caramelo, Formato, Saraiva e Scipione. Também mantém o Coletivo Leitor, portal dedicado à valorização da leitura e da literatura desde a infância.

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