Flávio Bolsonaro foge para os EUA após prometer que ficaria no Brasil. Leia mais na BRA 1.
Aliados próximos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foram informados de que ele deixou o Brasil na manhã desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, em um voo com destino aos Estados Unidos. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo, que apurou com interlocutores do parlamentar que a viagem teria como destino final a Flórida, onde a família Bolsonaro já possui residência. A movimentação ocorre em meio ao agravamento das investigações que miram o núcleo político e familiar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O senador havia afirmado publicamente, em ocasiões recentes, que permaneceria no Brasil para enfrentar as acusações, o que torna a saída súbita um fato de alto impacto no cenário político. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, também da Folha, aliados relataram que a decisão foi tomada de forma sigilosa e comunicada a poucos, pegando inclusive integrantes do próprio círculo de confiança de surpresa. A fuga, como classificam interlocutores, ocorre em um momento de tensão máxima, com a iminência de novas medidas judiciais contra integrantes da família Bolsonaro.
- Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em voo para os Estados Unidos, com destino à Flórida, segundo aliados.
- A saída ocorreu apesar de o senador ter prometido a aliados que permaneceria no país para se defender.
- A fuga irritou parlamentares e apoiadores próximos, que se sentiram traídos pela decisão sigilosa.
- O secretário de Estado americano, Marco Rubio, teria arquitetado a fuga, conforme relato de um aliado de Donald Trump ao Metrópoles.
- Flávio se soma a uma lista de aliados e familiares de Bolsonaro que já haviam deixado o Brasil.
O episódio desta terça-feira não é isolado. Desde o início das investigações sobre supostas tentativas de desestabilizar o regime democrático e sobre a gestão de recursos públicos, uma série de figuras ligadas ao bolsonarismo optou por deixar o país. A CNN Brasil listou, em reportagem publicada no mesmo dia, aliados e familiares do ex-presidente que já estavam fora do território nacional, incluindo nomes que buscaram refúgio em países como Estados Unidos e Argentina. A nova fuga, no entanto, tem um peso simbólico maior por se tratar do filho mais velho de Jair Bolsonaro e de um senador da República em exercício de mandato.
A reação imediata entre aliados foi de irritação, conforme apurou o Metrópoles. Parlamentares e dirigentes partidários que haviam articulado uma estratégia de defesa conjunta afirmaram que a saída de Flávio fragiliza o núcleo político e reforça a percepção de que há risco real de prisão. Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão individual do senador pode acelerar ainda mais o isolamento político da família e complicar a situação jurídica de outros investigados. A promessa de resistência, repetida em reuniões fechadas nas últimas semanas, agora contrasta com a realidade de um voo para os Estados Unidos.
De acordo com a reportagem do Mais Goiás, aliados confirmaram que Flávio já estava a bordo de uma aeronave com destino aos EUA ainda na manhã de terça-feira. A informação foi corroborada por diferentes fontes ouvidas pela imprensa, que indicaram que o embarque ocorreu em sigilo, possivelmente para evitar qualquer tipo de impedimento judicial. A Polícia Federal, procurada, não se manifestou oficialmente sobre o caso até o fechamento desta edição, e não há informações sobre a existência de medidas cautelares que impedissem o senador de viajar.
A promessa descumprida e a reação dos aliados
A fuga de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto de crescente pressão judicial e política. Nos últimos meses, o senador vinha repetindo a aliados que não deixaria o Brasil, em uma tentativa de demonstrar confiança na sua defesa e de evitar que sua saída fosse interpretada como admissão de culpa. A promessa, no entanto, foi quebrada de forma abrupta, o que gerou um clima de mal-estar entre os poucos que foram informados da viagem somente depois do embarque.
O Metrópoles destacou que a irritação é ainda maior porque Flávio participou ativamente das articulações para manter a base unida em torno do ex-presidente. Aliados ouvidos pela reportagem afirmam que a decisão individual deixa o grupo sem uma liderança clara para coordenar a defesa nos próximos dias. Além disso, a saída do senador ocorre em um momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal intensificam a análise de depoimentos e provas que envolvem diretamente o núcleo familiar de Bolsonaro.
A rota da fuga e o suposto papel de Rubio
Um dos pontos mais sensíveis da nova revelação é o suposto envolvimento do secretário de Estado americano, Marco Rubio, na articulação da fuga. Segundo um aliado do ex-presidente Donald Trump ouvido pelo Metrópoles, Rubio teria arquitetado a saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, utilizando canais diplomáticos e contatos políticos para garantir que o senador chegasse ao país sem contratempos. A informação, ainda não confirmada oficialmente, levanta questionamentos sobre a relação entre o governo americano e integrantes da família Bolsonaro.
Caso se confirme a participação de Rubio, o episódio ganha contornos de crise diplomática, uma vez que envolveria um alto funcionário do governo dos EUA na logística de saída de um parlamentar brasileiro investigado. A Folha de S.Paulo, em sua cobertura, não confirmou essa participação, mas destacou que aliados de Flávio afirmam que ele já está em território americano ou a caminho. A Flórida, destino citado pelas fontes, é onde o ex-presidente Jair Bolsonaro passou temporadas e onde parte da família mantém endereço.
Outros aliados e familiares que deixaram o Brasil
A saída de Flávio Bolsonaro amplia uma lista que já incluía outros personagens relevantes do bolsonarismo. A CNN Brasil e o Terra listaram, em coberturas recentes, aliados e familiares do ex-presidente que fugiram do Brasil em diferentes momentos. Entre eles, estão ex-integrantes do governo, assessores próximos e parentes que buscaram refúgio no exterior para escapar de investigações ou para evitar o cumprimento de ordens judiciais. A lista inclui nomes que partiram para os Estados Unidos, Argentina e outros países, muitos deles com pedidos de residência ou status de refugiado.
O histórico de fugas cria um padrão que, na avaliação de analistas, enfraquece a narrativa de inocência sustentada pelo núcleo bolsonarista. Cada nova saída reforça a tese de que há um receio real de prisão e de que a estratégia de defesa passou a incluir a permanência no exterior como alternativa. A lista divulgada pela imprensa não inclui apenas políticos, mas também empresários e militares que tiveram envolvimento direto com o governo Bolsonaro e que agora respondem a processos ou são alvos de inquéritos em sigilo.
O desfecho do caso Flávio Bolsonaro ainda é incerto. Aliados afirmam que o senador deve se manifestar nas próximas horas, possivelmente por meio de uma nota oficial, para explicar os motivos da viagem. Enquanto isso, a base política tenta conter os danos e reavaliar a estratégia de defesa do ex-presidente, que segue no Brasil. A expectativa é que a saída do filho mais velho de Bolsonaro acelere a análise de pedidos de prisão preventiva e de outras medidas cautelares que já tramitam no Supremo Tribunal Federal, tornando o cenário ainda mais volátil para o núcleo político da família.
Referências
- Aliados de Flávio Bolsonaro son informados de que ha huido de Brasil - 27/10/2026 - Brasil
- Além de Flávio, relembre 4 aliados de Bolsonaro que fugiram do Brasil
- Relembre aliados e familiares de Bolsonaro que também fugiram do Brasil
- Fuga de Flávio Bolsonaro irrita aliados após promessa de ficar no Brasil
- Rubio arquitetou fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA, diz aliado de Trump
- Flávio já está em voo para os Estados Unidos, dizem aliados
- Mônica Bergamo: Aliados de Flávio Bolsonaro dizem que ele fugiu do Brasil para a Flórida

Foto ilustrativa: Flávio Bolsonaro foge para os EUA após prometer que ficaria no Brasil (IA)


